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PF desbarata maior esquema de fraude da história da CEF

Criminosos abriram uma conta em nome de uma pessoa fictícia, desviavam um falso prêmio da Mega-Sena para a conta e transferiam o dinheiro creditado para outras contas

A Polícia Federal ainda trabalha para recuperar parte dos R$ 73 milhões roubados no maior esquema de fraude da história da Caixa Econômica Federal (CEF), na operação denominada Éskhara. Até o momento, cerca de 70% do valor já foi recuperado. Foram emitidos cinco mandatos de prisão, 10 mandatos de busca e apreensão e 1 mandato de condução coercitiva para os estados de Goiás, Maranhão e São Paulo.

A quadrilha abriu uma conta em uma agência da Caixa Econômica Federal localizada em Tocantinópolis (TO) em nome de uma pessoa fictícia. Em seguida, desviaram R$ 73 milhões que seriam oriundos de um prêmio falso da Mega-Sena para a conta; daí, o dinheiro foi transferido para mais de 200 outras contas.

Os suspeitos serão acusados dos crimes de peculato, receptarão majorada, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 29 anos de prisão. O gerente da agência onde o esquema foi realizado também está detido.

Entre os acusados está o suplente de deputado federal Ernesto Vieira Carvalho Neto, que foi preso no último sábado (18) em Estreito (MA). De acordo com apuração do Estadão, ele teria comprado um avião que seria usado na sua fuga. Segundo o delegado Omar Pepow, o suplente decidiu ficar em silêncio durante o depoimento. Carvalho foi candidato a deputado em 2010 pela chapa da governadora Roseana Sarney (PMDB).

A PF acredita que existam pelo menos outros quatro suspeitos ligados ao esquema, e irá prosseguir com as investigações.

Com informações do Estadão

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