Para OCDE, declínio econômico será maior que o previsto por FMI

Declaração é do economista-chefe Klaus Schmidt-Hebbel. Novos cortes adicionais de taxas de juros são 'totalmente justificados'.

O declínio econômico global será bem mais profundo que o previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) há um mês, afirmou à Reuters o economista-chefe da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Klaus Schmidt-Hebbel.

"A recessão vai se aprofundar... não há dúvida", disse. "Acho que este trimestre será o pior de todos."


Novos cortes adicionais de taxas de juros pelo Banco Central Europeu e pelo Banco da Inglaterra são totalmente justificados, afirmou ele em entrevista. As medidas são esperadas em resposta à pior crise que a economia sofreu desde 1946, quando os gastos militares caíram depois da Segunda Guerra Mundial.

No final de janeiro, o FMI cortou sua previsão para o crescimento global de 2009 a 0,5%. A estimativa anterior era de 2,2%. O fundo também projetou uma queda de 2,0% na produção das economias mais avançadas.

Mesmo essas revisões drásticas não refletem a extensão do declínio neste momento, avaliou Schmidt-Hebbel.

Ele está preparando novas previsões para serem publicadas no final de março pela OCDE.

"O formato será uma recessão significativamente mais profunda que a prevista pelo FMI em janeiro, em todos os níveis", disse. Será "mais profunda e mais longa até mesmo que o projetado pelo FMI no final de janeiro".

Em novembro, a OCDE previa queda de 0,4% na produção econômica deste ano para os 30 países que a compõem. O grupo inclui todos os países industrializados ricos e uma série de economias menos maduras, como Coréia do Sul, México e Turquia.

"Os países da OCDE terão desempenho pior que o mundo porque economias emergentes de países como Índia, China e outros terão crescimento levemente positivo em 2009."
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