Número de universitários com renda familiar até 3 mínimos mais que dobra

O número de estudantes com renda familiar até três salários mínimos no Ensino Superior mais que dobrou em dois anos, mas não foi suficiente para acabar com o perfil de grande proporção dos estudantes de maior renda nas faculdades brasileiras.

O número de estudantes com renda familiar até três salários mínimos no Ensino Superior mais que dobrou em dois anos, mas não foi suficiente para acabar com o perfil de grande proporção dos estudantes de maior renda nas faculdades brasileiras.

"O total de estudantes com renda familiar até três salários mínimos aumentou 183% de 2004 a 2006; isto significou passar de 10,1% para 15,1% do total, um aumento de cinco pontos percentuais", afirmou o pesquisador Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade).


O pesquisador comentou dados da PNAD (Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que tabulou os estudantes de nível superior por renda familiar em salários mínimos.

Ensino expandiu



De acordo com Schwartzman, o número de estudantes tem aumentado ano a ano. "Com esta expansão, a proporção de estudantes de menor renda aumenta um pouco; mas o perfil de grande concentração dos estudantes nos níveis de renda mais alto tem se mantido", explicou o pesquisador. Na tabela abaixo, é possível conferir a tabela do PNAD, com dados de 2004, 2005 e 2006:



Maior acesso

Para facilitar o acesso dos estudantes com menor renda à rede particular do ensino, o crédito educativo tem se tornado uma grande ferramenta. No ano passado, o Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior do Estado de São Paulo) firmou parceria com o Instituto Educar, que oferece um programa de crédito educativo sem juros.

O crédito do Instituto Educar oferece ao estudante um auxílio de 50% do valor da mensalidade, que deverá ser pago após a formatura, sem juros, respeitando o valor cobrado pela instituição na época da amortização. Durante o curso, o estudante paga mensalmente 50% do valor da mensalidade e uma taxa de administração de 5% do valor da semestralidade, duas vezes por ano.

O saldo devedor deve começar a ser pago depois de três meses da formatura, durante o mesmo período de contratação do crédito.

Fies

Ainda para facilitar o acesso, o Fies (Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior) lançou, no ano passado, a possibilidade de o aluno pleitear financiamento de 100%, inclusive os de cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado).

Além disso, de acordo com a lei nº 11.552, há seis meses de carência, contados a partir da data de conclusão do curso, para que o estudante comece a quitar o crédito, sendo que anteriormente à vigência da nova lei, não havia carência. Outra mudança é que o estudante poderá pagar o financiam
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