Número de mulheres empreendedoras teve forte alta

Pesquisas mostram que cresce a presença feminina nos cargos de comando das empresas. Melhor, elas estão chegando ao topo, aos cargos de presidência, com mais frequência. Também estão desenvolvendo seu lado empreendedor. Ao mesmo tempo, algumas funções profissionais passam a ser dominadas por elas

Pesquisa divulgada pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) registrou um grande aumento da presença feminina nos novos negócios no Brasil. Em 2000, apenas 29% da população empreendedora era feminina. Já em 2003, as mulheres representaram 46%, de um total de 14 milhões de empreendedores. No Brasil, a pesquisa contou com a colaboração do Sebrae.

Nem tudo é boa notícia na pesquisa GEM sobre as mulheres empreendedoras. Apesar do número delas ter crescido, a proporção de mulheres empreendendo por necessidade é maior que a dos homens (39% homens e 42% as mulheres). Ou seja, as mulheres estão sendo obrigadas a empreender por falta de postos de trabalho muito mais do que os homens.


Prova disso é que 36% dos novos empreendimentos criados no Brasil são iniciativas das mulheres. Mesmo assim, segundo avaliação dos especialistas, o grau de apoio ao empreendedorismo feminino no Brasil aparece abaixo da média mundial.

Ainda Segundo o levantamento, 64% dos empreendedores têm idade entre os 25 e os 44 anos. Apenas 17% dos empreendedores possuem idade acima dos 45 anos. Eles também são responsáveis por apenas 25% dos empreendimentos gerados por oportunidades de negócios.

Para a consultora empresarial Claudia Bittencourt, muitas mulheres escolhem o sistema de franquia para enveredar pelo mundo dos negócios. Não é difícil entender os motivos. "Participar de uma rede de franquia ou licenciamento que já está estabelecida e consolidada no mercado é um ótimo negócio, tanto para a franqueada, como para o franqueador",
diz.

Quando o assunto é o perfil de candidato, algumas características femininas contam pontos a favor, como habilidade para lidar com as pessoas e dedicação. Muitas redes, apesar de serem pilotadas por homens em muitos casos, preferem ter mulheres como franqueadas. A rede de franquias Alergoshop é uma exemplo. Das 14 unidades que possui no país, 11 são comandadas por mulheres.

A GEM aponta ainda que a maior taxa de atividade econômica (TEA) - 19% - está entre pessoas que possuem mais de onze anos de estudos. Isso indica que, quanto maior o nível de escolaridade, maiores são as condições de se iniciar e conduzir um empreendimento.

No que diz respeito à renda do empreendedor brasileiro, a pesquisa aponta que 70% dos empreendimentos criados são gerenciados por pessoas que recebem menos de seis salários mínimos por mês, 40% dos empreendedores recebem menos de três salários mínimos e 21% dos empreendedores recebem de seis a 15 salários mínimos.

A pesquisa GEM é organizada pela Babson College (EUA) e pela London Business School (Inglaterra) e realizada anualmente em 31 países. No Brasil, a GEM é coordenada pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e pelo IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade do Paraná).

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