Número de contas bancárias quase dobra em cinco anos com crescimento da classe C

Em 2000, havia 63,7 milhões de contas; já em 2007, esse número saltou para 112,1 milhões, diz Febraban.

A subida de 20 milhões de pessoas para a classe C fez com que ocorresse uma bancarização no País, com o número de contas bancárias quase dobrando entre 2000 e 2007, segundo informou o superintendente de economia da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), Nicola Tingas, no 1º Seminário Semestral da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), nesta quarta-feira (30).

Em 2000, havia 63,7 milhões de contas bancárias, sendo que em 2007, esse número saltou para 112,1 milhões. Para ele, além do aumento de classe social, o crescimento do emprego e expansão do crédito contribuíram para o resultado.


Crédito

Para Tingas, isso também favorece a expansão do crédito, já que as pessoas que antes não tinham contas podem contar com serviços como cartão de crédito e cheque especial.

Porém, o superintendente também alerta para o fato de que muitas dessas pessoas nunca tiveram crédito, e o endividamento pode ser mais fácil. "Com a bancarização, essas pessoas podem se endividar mais. Esse é o risco", considera.

O vilão

Tingas também alerta para o fato de que muitas pessoas que não conseguem pagar todas as suas contas terminam utilizando o cheque especial, alternativa que, de acordo com ele, possui um risco maior no curto prazo. Com isso, as pessoas da classe C podem se atrapalhar e complicar a situação financeira pessoal.

Segundo a Nota de Política Monetária e Operações de Crédito do Banco Central (BC), divulgada na terça-feira (29), a taxa de juros do cheque especial em junho foi a maior registrada desde agosto de 2003.

De acordo com os dados, a taxa de juros anual do cheque especial ficou em 159,10% no sexto mês deste ano, menor apenas do que a de 163,9% de agosto de 2003.
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