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Mulheres são a maioria entre os novos empreendedores do Brasil
Mulheres são a maioria entre os novos empreendedores do Brasil

Mulheres são a maioria entre os novos empreendedores do Brasil

Elas comandam 30% dos negócios no país e são as que mais empreendem de acordo com dados de pesquisa divulgada pelo Sebrae

Elas não se preocupam mais com carteira assinada e tampouco em ter de fazer uma, duas ou três jornadas para atingir seus objetivos. Cada vez mais fortes e decididas, as mulheres assumem a dianteira quando o tema é novos empreendimentos e estão se tornando cada vez mais presentes no comando das empresas bem sucedidas do país. Exemplos disso não faltam em grandes empresas brasileiras como Graça Foster, presidente da Petrobrás, ou Chieko Aoki, presidente da rede de hotéis Blue Tree.

A pesquisa do Global Enterpreneurship Monitor, divulgada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostra que 52% das empresas com menos de três anos e meio estão nas mãos de mulheres. Essa superioridade é vista em quatro das cinco regiões do país. Outra pesquisa do Sebrae e do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socieconômicos (Dieese) mostra que o número de empreendedoras aumentou 21,4% na última década – mais que o dobro da taxa de crescimento masculina no mesmo período. Muitas mulheres (72%) abandonariam empregos fixos com carteira assinada, com jornada de oito horas por dia, para trocar por empreendimentos próprios e somente 14% ficariam no mesmo posto, segundo pesquisa do Serviço de proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

As mulheres se destacam à frente das empresas porque estão atentas aos assuntos cotidianos e, em especial, às novas tecnologias, muito presentes no dia a dia das companhias e organizações. À medida que crescem, as empresas investem em novas tecnologias e precisam de pessoas que saibam trabalhar neste universo. Foi assim que Talita Lombardi assumiu a gerencia geral da SaferTaxi no Brasil. A empresa é uma startup que lançou o aplicativo, de mesmo nome, para chamar táxi através de smartphones, tables e PC em São Paulo e Rio de Janeiro. Sob o comando da executiva, a empresa expandiu seus serviços para Salvador, Brasília, Curitiba e Porto Alegre. “Sou fascinada pela tecnologia, uso diariamente todos os recursos disponíveis e estou sempre buscando inovações”, conta.

De acordo com os dados da pesquisa três em cada dez empresas no Brasil já são comandadas por mulheres, que demonstram aptidão para enxergar as oportunidades de negócio. Sensibilidade, intuição e maior atenção aos detalhes são características do sexo feminino que contribuem para o sucesso das empreendedoras. As mulheres também investem mais em capacitação que os homens. A maioria delas são multitarefas, além de atenciosas e focadas nos resultados que devem ser alcançados.

Para Talita ter atenção e foco ajuda bastante na pressão do dia a dia. “Temos um olhar mais atencioso com as outras pessoas, um instinto materno que nos faz ter responsabilidade com os funcionários. No meu caso, além dos funcionários, os taxistas, o que nos faz ser mais líderes que chefes”, explica. Para ela, independente de homens ou mulheres, os líderes devem saber o que querem para chegar ao sucesso.

Após assumir o comando da SaferTaxi no Brasil, Talita Lombardi empreendeu seu ritmo de trabalho a uma equipe formada, em sua maioria, por homens. Ela atua diretamente com os colaboradores e externamente com os taxistas os quais precisam entender o funcionamento do aplicativo e como a prestação de serviço deve ser executada. “Sou aquela líder que busca compreender o que se passa com cada um, busco aprender com todos e sei que sem meu time não vou conseguir chegar a lugar algum. Mas desenvolvo metas e sou séria na hora de cobrar os resultados”, define-se.

Aos 30 anos de idade, assumir a gerencia geral da SaferTaxi do Brasil foi um misto de felicidade com o peso da responsabilidade que o cargo exige. “Mas tenho certeza que o nosso produto é muito bom e por isso aceitei o desafio”, destaca a executiva. Identificar as dificuldades e ter segurança são fatores que permitem delegar melhor as atividades do dia a dia, já que a mulher consegue dividir melhor as tarefas, pois sabe que não consegue fazer nada sozinha. “Nós somos o elo que vai ligar o usuário à empresa, a empresa aos funcionários e, finalmente, tudo isso aos donos”, conclui a executiva.

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