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Mulheres migram da academia para atuar na área de empreendedorismo inovador

Levantamento no Brasil aponta que as mulheres já ocupam cargos de chefia em incubadoras e parques tecnológicos, área preponderantemente masculina.

Ao longo dos tempos as mulheres estão migrando da academia para atuar na área de empreendedorismo inovador. É o que revela a pesquisa realizada pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), divulgada durante o XVIII Seminário Nacional de Parques Tecnológicos e Incubadoras de Empresas em Aracaju (SE).

Os dados foram coletados entre julho e setembro de 2008, com mulheres que trabalham em 300 entidades associados à Anprotec. De acordo com a pesquisa 48,6% das mulheres atuam em incubadoras e parques tecnológicos ocupando cargos de chefia e 13% ocupam cargos administrativos.

O levantamento indica que 41,8% das profissionais de incubadoras e parques são casadas e 41% solteiras. Do universo pesquisado, 48,1% são mães e 51,9% não têm filhos. As mulheres nessas empresas possuem a faixa etária média de 25 a 35 anos.

Apenas 33% delas se consideram responsáveis pela renda da família. Das pesquisadas, 37% ganham entre R$ 415 e R$ 1,5 mil (de um a três salários mínimos), 19% recebem de R$ 1,5 mil a 2,5 mil (de quatro a seis salários mínimos) e 17% tem salários entre R$ 2,5 mil a R$ 3,5 mil (de seis a oito salários mínimos).

Segundo o coordenador da pesquisa, Gonçalo Guimarães, o levantamento retrata as profundas transformações ocorridas na sociedade brasileira nas três últimas décadas no que diz respeito à inserção das mulheres no mercado de trabalho.

"A pesquisa analisa a participação feminina em uma área tradicionalmente ocupada por homens e marcada pela idéia de inovação, apontando a inserção cada vez maior das mulheres nesse campo", explica Guimarães. Para o pesquisador, "estamos vivendo um processo de mudanças de comportamentos dos papéis masculinos e femininos diante das novas transformações produzidas nas relações de trabalho" diz.

A mulher possui habilidades como articulação e socialização que as dão vantagens para ocuparem cargos de chefia em incubadoras e em parques tecnológicos. Trata-se de uma profissão emergente, em processo de formatação. No entanto, para atuar nessa área é necessária ampla formação técnica, científica e cultural com especialização em empreendedorismo e inovação.

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