Mudanças na administração da GM vão testar reestruturação da Opel

O antigo CEO Dan Akerson disse que Barra havia sido escolhida porque tinha "levado ordem ao caos" no desenvolvimento global de produtos

A reorganização administrativa da General Motors e a diminuição da aliança com a PSA Peugeot Citroen criaram nova incerteza sobre a estratégia da montadora norte-americana para a marca Opel, justamente no momento em que o negócio europeu parecia ter garantido um futuro.

Karl-Thomas Neumann, sexto chefe da Opel na última década, tem causado barulho na deficitária divisão, conseguindo um investimento de vários bilhões de euros dos patrões em Detroit.O alemão de 52 anos também pareceu ganhar uma importante vitória quando a GM disse que iria desistir da sua marca Chevrolet na Europa, concentrando recursos na Opel e na marca-irmã Vauxhall.Mas alguns funcionários da Opel temem que esses avanços sejam ameaçados após a nomeação neste mês da nova presidente-executiva da GM, Mary Barra.

O antigo CEO Dan Akerson disse que Barra havia sido escolhida porque tinha "levado ordem ao caos" no desenvolvimento global de produtos, encarregando-a de tornar o desenvolvimento de veículos ainda mais eficiente.

As palavras despertaram preocupação na Opel, que sente uma pressão constante para usar plataformas globais e minimizar o caro nível de personalização para o mercado europeu, o que vem prejudicando sua capacidade competitiva, afirmou um ex-executivo da Opel à Reuters.A mudança na administração da GM também vai ver Steve Girsky, que fez uma campanha de sucesso por mais investimento na Opel, deixar seu cargo de vice-presidente da montadora.

"Um dos principais protagonistas da Opel está saindo e ninguém sabe se a GM manterá seu alto nível de comprometimento com a Europa", afirmou à Reuters um membro da equipe da Opel, que não quis ser identificado.Um porta-voz da GM em Detroit disse que não houve mudanças na postura da empresa em relação à Opel.

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