Mudança de regime tributário: vantajosa ou não?
Mudança de regime tributário: vantajosa ou não?

Mudança de regime tributário: vantajosa ou não?

Pequenas e médias empresas têm a oportunidade de optar entre os regimes tributários lucro real, presumido ou simples nacional até janeiro

Até o dia 31 de janeiro, todas as pequenas e médias empresas estabelecidas no Brasil têm a oportunidade de optar por um novo regime tributário. Na prática, elas podem aumentar a competitividade e a lucratividade do negócio ao produzir a carga de impostos que será recolhida para o Fisco. Desse modo, tais empresas vão poder utilizar o lucro adquirido para premiar os bons funcionários e aumentar o índice de retenção dos talentos da casa.

Todo pequeno e médio empreendedor deve, até o fim de dezembro, reunir todas as informações financeiras de 2013 e determinar se deve permanecer no regime atual ou migrar para o "simples nacional", "lucro presumido" ou "lucro real".

De acordo como Vicente Sevilha Junior, CEO da Servilha Contabilidade, “Cada um tem vantagens e desvantagens, de acordo com o faturamento e o tipo de cada negócio”.

“No momento de comparar uma opção com a outra, é muito importante ter em mente que as regras são complexas, por isso, é imprescindível sempre consultar um contador e trabalhar com ele no processo de análise”, adverte Vicente. Ele reuniu informações básicas para cada empresário avaliar qual o regime tributário mais vantajoso e, com isso, fazer a opção ou não pela mudança até o dia 31 de janeiro.

Lucro real: perfeito para empresas com faturamento anual superior a R$ 78 milhões e baixa margem de lucro. Companhias de determinados setores da economia estão obrigadas a adotar esse regime, entre eles, o bancário e as indústrias de veículos, cigarros e bebidas.

Lucro presumido: ideal para empresas com faturamento anual inferior a R$ 78 milhões e com maior margem de lucro. Possui regras diferentes para receitas oriundas da prestação de serviços e venda de produtos e mercadorias.

Simples nacional: aplica-se a empresas com faturamento anual inferior a R$ 3,6 milhões, mas nem sempre é o mais vantajoso. Várias atividades profissionais estão impedidas de fazer a opção pelo "simples nacional", entre elas, aquelas cujas profissões são regulamentadas (engenheiros, médicos, dentistas, advogados etc.). Outras que não podem aderir a esse regime tributário: empresas em cuja sociedade participe outras empresas ou com débitos de tributos.

Os impostos são calculados de acordo com o tipo de receita que auferem (venda de produtos ou mercadorias ou oriunda de determinadas prestações de serviços). Na prática, quanto maior a receita, maior é o porcentual de imposto a pagar.

Impostos a pagar por regime tributário - a forma de cálculo muda conforme a opção. No caso dos impostos arrecadados pelo governo federal, como IRPJ, CSLL, PIS, Cofins e INSS, todas as empresas estão obrigadas a pagá-los. A exceção é o IPI, cujo recolhimento é compulsório apenas para companhias industriais ou equiparadas (importadores, por exemplo).

Já o tributo estadual ICMS é obrigatório para as empresas que comercializam produtos e mercadorias e prestadores de serviço de transporte e comunicação.

ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.