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Momento econômico é oportuno para reforma tributária, diz ministro

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou, na semana passada, durante palestras para empresários, no Congresso Estadual da Fecomercio Paraná, que o momento econômico é oportuno para a reforma tributária.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou, na semana passada, durante palestras para empresários, no Congresso Estadual da Fecomercio Paraná, que o momento econômico é oportuno para a reforma tributária.

A reforma é fundamental para consolidar o processo de desenvolvimento do País, disse ele, reiterando que, no passado, todas as vezes que se tentou fazer a reforma tributária, o crescimento do Brasil era baixo.


Simplificação
"Do ponto de vista econômico, é a reforma mais importante. Estamos simplificando as estruturas dos tributos, retirando os impostos, acabando com a guerra fiscal, com a garantia de que os estados não irão perder receita. É uma proposta que interessa a todos. E há mais pessoas apoiando do que combatendo. Nosso principal objetivo é simplificar um sistema que é muito complicado", defendeu.

Governo arrecada mais e empresário paga menos
Na opinião de Bernardo, com esta reforma, o empresário irá pagar menos, mas o governo irá arrecadar mais. "O governo queria fazer o possível para arrecadar mais, e os empresários queriam a reforma para pagar menos. E conseguir isso era impossível. Neste momento, o crescimento econômico facilita esta equação", garantiu, ao admitir que, sem redução de tributos, o empresariado não apóia a reforma.

No entanto, é consenso entre representantes do empresariado e até membros do governo e partidos aliados que a reforma proposta pode reduzir a quantidade de tributos, como bem disse o ministro, mas está longe de diminuir a carga tributária paga pelas empresas. De qualquer maneira, ele disse acreditar que a proposta seja votada na Câmara dos Deputados antes das eleições, e, no Senado, até novembro.

"Já há amadurecimento dentro do Congresso de que ficar adiando a votação não é bom para ninguém. A guerra fiscal passou dos limites, a carga tributária é injustamente distribuída, uns pagam muito mais do que outros. A guerra fiscal entre os estados desorganiza a competitividade entre as empresas".
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