Modelos Uber de negócios ameaçam lucros de bancos, afirma Citigroup
Modelos Uber de negócios ameaçam lucros de bancos, afirma Citigroup

Modelos Uber de negócios ameaçam lucros de bancos, afirma Citigroup

Empresas como o PayPal estão sendo apontadas como futuros grandes problemas para companhias de serviços financeiros que atualmente lideram o setor

06 abril 2016

Segundo um relatório elaborado pelo Citigroup — um dos maiores grupos de serviços financeiros do mundo, de acordo com a revista Forbes — a próxima vítima do "modelo Uber de negócios" serão os bancos.

Ao falar sobre o modelo Uber de negócios, nos referimos ao processo de criar estratégias tecnológicas que substituem modelos tradicionais de negócios, tomando assim parte da clientela para si. Por exemplo: Netflix X Emissoras de TV, locação e cinema; Uber X Táxis; Amazon X Livrarias; Airbnb X Hotéis e o clássico Whatsapp X Operadoras de telefonia.

No caso do Citi, empresas como o PayPal estão sendo apontadas como futuros problemas para companhias de serviços financeiros que atualmente lideram o setor. Até o momento, segundo o relatório, apenas 1% da receita migrou para os novos modelos digitais na América do Norte. No entanto, de acordo com líderes da Citi e de outras empresas do ramo, é questão de tempo para soluções do tipo baterem grandes fatias das atuais gigantes.

Em regiões como a Somália, por exemplo, a grande presença de serviços em smartphones e bancos sem infraestrutura física transformaram o país em um dos principais campo de atuação dessas novas companhias. Por lá, segundo o relatório da Citi, 40% dos adultos usam transferência de valores através de serviços mobiles (smartphones).

Com o crescimento de serviços virtuais e e o corte dos presenciais, os investimentos das empresas financeiras deve mudar de foco e atingir mais o lado tecnológico. Com isso, demissões serão feitas. Para você ter uma ideia, os investimentos em tecnologia do Citi passaram de US$ 1,8 bilhões no ano de 2010 para US$ 19 bilhões em 2015.

Com isso, Segundo Antony Jenkins — ex-presidente executivo do Barclays — o número de agências e de empregados pode cair até 50% nos próximos anos, graças ao "modelo Uber de negócios". Segundo o Citi, a queda de postos deve ser entre 40% e 50% até 2025.

"Nós provavelmente seremos a última geração a usar os termos cartão de débito e de crédito", disse John Stumpf, presidente-executivo da Wells Fargo, em reportagem da Exame.

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