Maurício de Sousa defende publicidade infantil e recebe críticas
Maurício de Sousa defende publicidade infantil e recebe críticas

Maurício de Sousa defende publicidade infantil e recebe críticas

Ação do cartunista foi uma resposta à recomendação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) de pôr fim à publicidade infantil

O cartunista Maurício de Sousa, criador de A Turma da Mônica, tornou-se alvo de críticas nesta sexta-feira (11). O motivo: publicou no Instagram a foto de uma menina -- identificada como Verônica -- segurando um cartaz com os dizeres: "Eu tenho direito de assistir publicidade infantil. A televisão, não é só para os adultos. Alguém sabe quais produtos infantis foram lançados esses dias?" (sic).

A ação do cartunista foi uma resposta à recomendação do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) de pôr fim à publicidade infantil. De acordo com nota do órgão, “a prática do direcionamento de publicidade e comunicação mercadológica à criança com a intenção de persuadi-la para o consumo de qualquer produto ou serviço é abusiva e, portanto, ilegal segundo o Código de Defesa do Consumidor".

A medida não apenas desrespeitaria o suposto direito das crianças consumirem publicidade, como também iria de encontro aos interesses de Souza. Uma reportagem do Estadão aponta que o cartunista tem 3 mil produtos licenciados que geram uma renda de R$ 2,7 bilhões por ano.

A publicação gerou revolta nos internautas, que enviaram longos comentários na postagem original. Por conta da repercussão e "a fim de evitar mal-entendidos", o escritor resolveu retirar a foto do ar. Em resposta ao colunista Piero Locatelli, do site Carta Capital, Sousa afirmou que a fotografia foi enviada por uma fã, e que "gerou uma série de interpretações errôneas". "Sempre trabalhei para o público infantil. Em milhares de campanhas, ações sociais, revistas, peças de teatro, filmes de TV e cinema e também produtos. Penso que é justamente por isso que meus personagens são tão queridos há mais de quatro gerações", justificou.

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