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Maior editora alemã entra na onda de cobrar por jornal on-line

A Axel Springer, maior editora da Alemanha, anunciou mudanças em seu modelo de negócios.

Após informar que dois de seus jornais, o "Berliner Morgenpost" e o "Hamburger Abendblatt", passarão a cobrar por seu conteúdo on-line, ela deu início às vendas de assinaturas de seus tabloides "Bild" e o "Die Welt" só para para usuários do iPhone, o celular da Apple que navega pela internet.

Antes, o modelo de negócio da Axel na internet baseava-se em gerar tráfego com visitantes em seus sites para, com isso, atrair anunciantes --modelo mais comum no setor.


Com a mudança, a editora se junta ao time de publicações como "New York Times", "Wall Street Journal", "Financial Times", "Le Figaro" e "L'Express", que decidiram cobrar pelo conteúdo disponível em seus sites.

Para o presidente do grupo britânico "Financial Times", John Ridding, essa estratégia já mostra sinais positivos.

Pela primeira vez, a receita gerada pela venda de conteúdo foi maior que a de publicidade on-line, após um reajuste do preço de capa do jornal e o aumento de assinantes do site.

"Não dá para continuar sendo um "New York Times" a menos que se descubra nova fonte de receita", diz James McQuivey, analista do Forrester Research. Para ele, os custos da produção jornalística precisam ser remunerados na web, ou os jornais terão prejuízos.

Já Mike Simonton, da Fitch Ratings, crê que os grandes jornais só terão sucesso na cobrança de conteúdo on-line se conseguirem deixar claro aos assinantes que a produção de reportagem exclusiva tem custos e que o pagamento é uma forma não só de remunerar esse investimento como reforçar a independência dos veículos.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u693195.shtml

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