Lula critica especulação internacional no petróleo

'Hoje vivemos uma especulação no mercado futuro de petróleo', disse. Para Lula, tem gente ganhando muito dinheiro com preço do petróleo.

31 outubro 2018

Em sua guerra particular em defesa do etanol brasileiro e contra a inflação mundial de alimentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende abrir outra frente de discussão nos próximos dias: a especulação internacional no mercado de petróleo.



Em entrevista neste domingo (1º) em Roma, Lula deixou claro que acredita em uma exploração desmedida no mercado futuro do combustível que beira o insustentável.

"Hoje vivemos uma especulação no mercado futuro de petróleo. Não tem nenhum sentido o petróleo estar a U$ 145, US$ 140 o barril. Dizer que é apenas o aumento do consumo na China não é tão convincente", afirmou.



"Porque eu tenho consciência que o preço do petróleo na bomba não chega a U$ 35 dólares, então tem gente ganhando muito dinheiro no mercado futuro com preço do petróleo", acrescentou o presidente brasileiro.



Lula chegou a dizer que terá uma reunião com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, na próxima quarta-feira, onde conversará sobre o tema, mas desconversou sobre a possibilidade da empresa adotar algum congelamento de preços dentro do Brasil.

"O preço do petróleo é internacional, é de mercado. A Petrobras não é do estado, tem participação de capital estrangeiro, não pode ter comportamento 'solito'. O que queremos é que o conjunto dos Países e das empresas de petróleo comece a fazer essa reflexão", disse, lembrando que na reunião com os Países do Sistema para Integração Centro-Americana (Sica), na última semana em El Salvador, foi aprovado um pedido para que as Nações Unidas façam a convocação de uma reunião para debater especificamente o petróleo.

"Acredito que seja necessário que façamos uma discussão mais geral e mundial sobre isso. Eu estranhamente participei da reunião da União Européia com a América Latina em Lima (Peru) e, das seis pessoas que falaram da União Européia, ninguém falou em petróleo. É como se não existisse nem o petróleo, nem a crise imobiliária americana. São dois problemas que podem afetar os países pobres e isso não está no discurso dos Países ricos", disse o

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