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Hotelaria cresce 21% em número de unidades habitacionais para a Copa e as Olimpíadas

Levantamento do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB) mostra que o setor se prepara desde 2009 para atender a demanda gerada pelos dois maiores eventos esportivos do mundo

A oferta de apartamentos na redes hotéis no Brasil teve um grande crescimento, graças a Copa do Mundo, que realizará neste ano, e os Jogos Olímpicos, que acontecerão em solo brasileiro, no ano de 2016.

Uma projeção com base nos números dos últimos anos e nos empreendimentos em construção ou ampliação aponta crescimento de 21% na quantidade de unidades habitacionais entre 2009 e 2016. Os dados foram apresentados pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), representante de 25 redes hoteleiras nacionais e internacionais com atuação no País.

O levantamento mostra a evolução do setor ao longo dos últimos anos, reflexo da escolha do Brasil como país-sede da Copa, em 2007. Para atender a demanda desses grandes eventos, a quantidade de apartamentos foi ampliada a partir de 2009 e aumentou de 440,8 mil para quase 500 mil este ano, um crescimento de 13%. O Brasil deve chegar ao ano das Olimpíadas com 535 mil apartamentos em 10,1 mil estabelecimentos hoteleiros localizados em todo o território brasileiro.

Somente nas 25 redes associadas ao FOHB - que representam 18% dos apartamentos disponíveis em todo o setor no Brasil - os investimentos devem alcançar R$ 7 bilhões até 2015, o que se reflete em quantidade de leitos disponíveis em todas as cidades-sede. São aproximadamente 63 mil unidades habitacionais em 331 hotéis associados ao FOHB nas 12 capitais que servirão de palco para o Mundial. Com a ampliação no número de empreendimentos, todas as cidades-sede terão, este ano, quantidade de leitos maior do que a demanda estimada para o período da Copa.

A geração de empregos diretos e indiretos também alcança índices ainda maiores. “Temos uma projeção de crescimento de 28% entre 2009 e 2016, sendo que a estimativa para este ano é de 560 mil trabalhadores diretos e indiretos empregados no setor”, ressalta o presidente do FOHB, Roberto Rotter. De acordo com a pesquisa, somente em 2016, serão 600 mil trabalhadores empregados direta e indiretamente na hotelaria nacional.

O balanço apresentado também mostra que os valores das diárias médias em 2013 cresceram em relação a 2012, acompanhando a inflação (5,91%), mas bem abaixo da inflação observada no setor de serviços (8,75%) no ano passado. “Por ser considerada alta temporada, há uma tendência natural de alteração de preços com a proximidade de eventos mundiais, independentemente do país-sede. A hotelaria é consciente de como atuar em períodos de alta demanda, preparar as redes para receber os hóspedes e investir em infraestrutura, capacitação e novas contratações para o período”, reforça Rotter.

Como exemplo, a 5ª edição do Placar da Hotelaria 2015, estudo sobre a evolução dos mercados do segmento, publicado desde agosto de 2010 pelo FOHB e a HotelInvest - com apoio do Senac - mostra como se comportaram taxa de ocupação e valores das diárias nas cidades-sede das Copas da Alemanha (2006) e África do Sul (2010).

Os resultados apontam variações de até 125% em relação ao ano anterior. Também há oscilações entre dias com e sem jogos. Na cidade alemã de Colônia, por exemplo, os valores no dia do jogo Suíça e Inglaterra, realizado na cidade, eram quase o dobro dos dias em que não houve jogos no local.

“Nossas redes hoteleiras estão prontas para receber os turistas brasileiros e estrangeiros na Copa das Copas da hotelaria. Os investimentos realizados visam o longo prazo. Esperamos poder contribuir para a excelência no atendimento ao cliente, preços justos e hotéis de qualidade”.

Veja dados e projeções da hotelaria em todo o Brasil:

• 21% de projeção de crescimento na quantidade de unidades habitacionais entre 2009 e 2016;
• 535 mil apartamentos em 10,1 mil estabelecimentos hoteleiros até 2016;
• 13% de crescimento no número de apartamentos entre 2009 e 2014;
• 500 mil unidades habitacionais disponíveis em todo o território nacional em 2014;
• 28% de crescimento na geração de empregos entre 2009 e 2016;
• 560 mil trabalhadores diretos e indiretos empregados no setor em 2014;
• Projeção de 600 mil trabalhadores diretos e indiretos empregados no setor em 2016.

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