Governo pedirá que Adidas retire do mercado camisetas da Copa "com apelo sexual"

As camisetas que trazem silhuetas de corpos de mulheres supostamente brasileiras junto com frases de conotação sexual estão à venda somente nos EUA, por enquanto

As camisetas lançadas pela Adidas para a Copa do Mundo com desenhos de um coração em formato de bumbum e uma mulher de biquíni foram mal recebidas pelo governo brasileiro, que solicitou nesta terça-feira que a empresa patrocinadora do Mundial retire os produtos do mercado por relacionar o país a propagandas sexuais.

O presidente da Embratur, Flávio Dino, afirmou que as camisetas não retratam a realidade do país e que a campanha da empresa "ignora e desrespeita" a linha de comunicação que o governo adota para a promoção turística do Brasil no exterior.

"Isso atrapalha a organização do Mundial. O problema é a apropriação disso e deturpação do que pode ser a Copa. Já comunicamos nossas agências espalhadas por 15 países para que façam a divulgação de que não aceitaremos isso", afirmou Dino em nota publicado no site da Embratur.

O governo está preocupado com o chamado "turismo sexual" durante a Copa do Mundo deste ano, evento que deve atrair até 600.000 estrangeiros ao país durante os meses de junho e julho.

Uma das camisetas que geraram a polêmica

Em mensagem divulgada via Twitter também nesta terça, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o governo aumentará os esforços na prevenção da exploração sexual na Copa.

"O Brasil está feliz em receber turistas que chegarão para a Copa, mas também está pronto para combater o turismo sexual", afirmou Dilma.

As duas camisetas da Adidas que provocaram a indignação do governo brasileiro foram colocadas à venda somente nos Estados Unidos. Numa delas, há uma caricatura de uma morena de biquíni em frente ao Pão de Açúcar, com a frase "Lookin' to Score" (que significa no futebol "tentando marcar", mas no sentido figurado tem conotação sexual). Na outra, um coração tem o formato de um bumbum com um biquíni em uma declaração de amor ao Brasil.

Procurada para comentar a solicitação do governo brasileiro, a Adidas informou que ainda não tinha um posicionamento sobre a questão. A empresa é a fornecedora oficial de material esportivo da Copa do Mundo e fabricante, por exemplo, da bola do Mundial.

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