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Funcionários da Petrobras são acusados de cobrar propina em negociações

Empresa holandesa teria desembolsado US$ 139,2 milhões com funcionários e intermediários para obter favorecimento em licitações junto à estatal brasileira

Uma denúncia feita pelo Ministério Público da Holanda repercutiu no Brasil. Ao investigar a SBM Offshore, empresa especializada em aluguel de navios-plataforma, o órgão recebeu a denúncia de um ex-empregado que afirmou que funcionários da Petrobras recebiam propina para fechar negócios. A empresa é acusada de desembolsar US$ 250 milhões em propinas em várias negociações desde 1999, dos quais US$ 139,2 milhões foram para a brasileira.

O denunciante, que não revelou seu nome, se identifica como "diretor de vendas e marketing" da SBM, e diz que o pagamento de propinas pode ser comprovado em uma troca de e-mails entre executivos da companhia, datada de abril de 2011. As conversas incluem atas de reuniões da Petrobras. O suborno teria como objetivo favorecer a SBM Offshore em licitações da estatal brasileira.

Em resposta à reportagem do Estadão, José Sérgio Gabrielli, que era o presidente da Petrobras na ocasião, disse desconhecer as denúncias sobre o suposto esquema de suborno e que a companhia é quem tem de responder pelas acusações.

Já a SBM divulgou nota no dia 7 de fevereiro acusando o ex-funcionário de chantagem e lembrando que o relatório que foi publicado na web não faz parte da auditoria da companhia. A SMB também é acusada de acobertar o caso, mas nega e classifica as denúncias como parciais e fora de contexto. A nota não menciona o Brasil ou a Petrobras.

Em resposta, a estatal brasileira afirma que ainda não recebeu nenhuma notificação sobre o caso, e que soube das denúncias apenas pela imprensa.

Confira a reportagem completa no Estadão.

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