Executivos de TI ainda relutam às tecnologias emergentes

Tais executivos permanecem intocáveis aos efeitos de algumas tecnologias novas já ofertadas pelo mercado tanto por serem céticos quanto à eficácia das ferramentas ou por ignorarem seu modo de funcionamento.

Diretores de tecnologia da informação ainda permanecem relutantes em investir em tecnologias emergentes, apesar de terem aumentado as verbas canalizadas para a compra de novas ferramentas. Isso é o que aponta a pesquisa Systems Survey 2004 da IDC, que revelou também que o número de profissionais com perspectivas positivas para este ano cresceu 2% em relação a 2003.

Porém, tais executivos permanecem intocáveis aos efeitos de algumas tecnologias novas já ofertadas pelo mercado em particular, servidores blade e PCs prancheta (tablet PCs) tanto por serem céticos quanto à eficácia das ferramentas ou por ignorarem seu modo de funcionamento.


Chris Ingle, consultor do EMEA Systems Group, da IDC, afirmou que existe uma separação clara de conceitos dos executivos de TI dependendo do tamanho da organização. As empresas grandes tendem a ser mais céticas, enquanto as pequenas tendem a ser ignorantes, afirma.

As outras mudanças foram detectadas quanto ao Linux. Embora exista pouca evidência sobre as substituições que as organizações estejam promovendo em direção à infra-estrutura Linux, foi possível constatar que há uma grande disposição dos diretores de TI em experimentar um sistema operacional de código-fonte aberto.

A pesquisa apontou que 48% dos servidores Linux adquiridos em 2003 foram utilizados para desenvolver uma nova aplicação, enquanto os servidores que sobraram ficaram responsáveis por aplicações existentes. Apenas 31% dos sistemas Unix e Windows adquiridos foram destinados à novas aplicações, segundo o estudo.

Ingle apontou ainda que os dados sobre o Linux foram constatados a partir de uma pequena base instalada, mas afirmou que mesmo assim os resultados são suficientes para encorajar o código-aberto.

A maneira pela qual eu interpretaria isso, é que o Linux é a plataforma menos madura, e com isso, inevitavelmente, possui um índice de compra menor. Porém, os consumidores que estão trazendo o Linux para seus negócios têm considerado o programa uma boa alternativa para isso, destaca.

Foram entrevistados mil profissionais de TI responsáveis pela infra-estrutura das companhias em seis países da Europa. A pesquisa revelou ainda que Reino Unido, Alemanha e Suécia apresentaram os prospectos mais positivos, enquanto a França, Espanha e Itália tiveram os resultados menos expressivos.

ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.