Estudo mostra que medicamentos genéricos possuem baixa participação em estados brasileiros

Regiões Norte e Centro Oeste são as que apresentam a menor presença do medicamento no Brasil

19 maio 2014

Os medicamentos genéricos, apesar do crescimento no mercado, ainda tem pequenas participações em alguns estados mais pobres no Brasil. Estudo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos, a PróGenéricos, avaliou a participação de mercado destes medicamentos por regiões e estados. Os dados foram extraídos de levantamento do IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico no Brasil e no mundo.

As regiões Norte e Centro Oeste são as que apresentam a menor presença do medicamento no País: 18,48% e 23,31%, respectivamente. Na região Nordeste a presença do genérico é de 24,08%. No Sul, fica um pouco abaixo da média nacional, com 28,09%. A região Sudeste é a única com presença acima da média: 29,72%.

“Esses números mostram que precisamos continuar lutando para aumentar o acesso dos genéricos às populações menos assistidas. Os genéricos hoje já cumprem um papel fundamental para o país, mas precisamos avançar ainda mais.”, explica (Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos).

Para a PróGenéricos, a baixa participação de mercado dos genéricos em algumas região significam um cenário bastante adverso, do ponto de vista da saúde pública. “Ou as pessoas não conseguem adquirir os medicamentos que necessitam ou estão se medicando de forma incorreta”, diz Telma Salles, presidente da PróGenéricos.

Salles diz também que somente os genéricos possuem o atributo da intercambialidade, ou seja, podem substituir os produtos de marca nas receitas. “A venda de outro medicamento que não for o genérico na substituição do produto de marca na receita, é ilegal”, acrescenta.

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