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Energia elétrica consumirá ainda mais da renda dos brasileiros em 2014

Quem vai sentir com mais força esse aumento são as classes C e D, afirma especialista

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou reajustes na conta da energia elétrica em diversos estados. Os aumentos foram concedidos para cobrir o gasto com as térmicas em função do baixo nível do reservatório das hidrelétricas, e com o empréstimo contratado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), para ser repassado às distribuidoras que ficaram com um rombo no caixa diante do preço alto da energia. Com isso, a conta dos consumidores residenciais ficará 22% maior.

De acordo com o professor de economia da Faculdade Mackenzie Rio, Felipe Kezen, a energia elétrica, uma despesa importante no orçamento de muitos brasileiros, vai consumir uma parcela ainda maior da renda das famílias nos próximos anos.

“E quem mais vai sentir com mais força esse aumento é o consumidor das classes C e D que já trabalham com um orçamento doméstico apertado. Como eles representam uma parcela significativa da população brasileira, a medida com certeza será altamente impopular. Essas famílias deverão ficar de olho nos relógios de energia para acompanhar o consumo. A alta das tarifas é consequência da combinação da estiagem que atinge as regiões geradores de energia, e ao aumento considerável das vendas de eletrodomésticos nos últimos anos”, explica o professor.

Com a previsão de alta na conta de luz para os próximos meses achatando o orçamento, as famílias devem racionalizar o consumo, como trocar lâmpadas e usar eletrodomésticos mais eficientes.

"As classes A e B devem pensar também em redução de consumo para evitar medidas futuras mais drásticas como o racionamento e a cobrança de multas para quem não cumprir quotas de consumo", completa Kezen.

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