Empresários estão pessimistas e não pretendem investir na Copa, diz pesquisa

Pesquisa feita no final de 2013 apontou que 82,7% deles não tinham planos para novos investimentos e 53,3% não previam novas contratações

O recente estudo International Business Report 2014 (IBR) da Grant Thornton revelou que 88% dos empresários brasileiros não planejam aumentar seus investimentos e 58,7% não farão novas contratações motivados pela Copa do Mundo. A pesquisa foi realizada com 300 companhias brasileiras entre o último trimestre de 2013 e o primeiro de 2014.

No final de 2013, 82,7% não tinham planos para novos investimentos e 53,3% não previam novas contratações. Segundo os executivos, os setores mais beneficiados com a Copa do Mundo serão os de turismo (57,7%), construção (18,7%), infraestrutura (7,7), empregos (4%) e investimentos estrangeiros (1,7).

A lista de principais legados é encabeçada pelos investimentos em infraestrutura (37,3%) e maior afluxo de turistas (24). Já os maiores problemas causados pelas obras nos estádios são, entre outros, o aumento do trânsito (28,1%), a poluição sonora (3,5%) e o aumento da criminalidade (2,3%).

A sócia da Grant Thornton Brasil, Madeleine Blankenstein, relatou que o pessimismo do empresariado cresce com a proximidade do evento. Cerca de 50,7% dos empresários consultados ainda acreditam que a Copa do Mundo atrai oportunidades para que a economia do país cresça mais forte, mas no último trimestre de 2013 a mesma certeza era tida por 64% dos pesquisados.

"As notícias de atrasos e acidentes nas obras de estádios, a falta de infraestrutura nos transportes e de segurança pública, além do cenário de incerteza econômica deixam os gestores em uma situação de insegurança frente a novos investimentos.", afirma Madeleine Blankenstein.

Madeleine acredita que há espaço para que iniciativas pública e privada inspirem-se em modelos de outros países que já sediaram o evento para criar saídas dinâmicas. "Há bons exemplos a serem seguidos para que os estádios não caiam em desuso. As reestruturações que estão sendo feitas em algumas regiões poderão trazer transformações efetivas no futuro, como aconteceu em Londres, onde a região East London foi reformulada e permaneceu bastante atrativa mesmo após o evento esportivo", diz Blankenstein.

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