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Em dois meses, "gigantes" da Bovespa perdem mais de R$ 160 bilhões

Valor de mercado de Petrobras e Vale recua com queda das commodities.

Durante os meses de junho e julho, o valor de mercado conjunto da Petrobras e da Vale caiu R$ 167 bilhões nas negociações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), de acordo com dados da consultoria Economatica.

Entre o dia 1º de junho — perto do pico da euforia na bolsa de valores paulista com a concessão do grau de investimento ao Brasil — e o pregão da última quarta-feira, o valor da Petrobras caiu R$ 111 bilhões, saindo de R$ 472 bilhões para R$ 361 bilhões, uma redução de 23,6%.


No mesmo período, a Vale acumulou perda de R$ 56 bilhões, passando do patamar de R$ 295 bilhões para a casa dos R$ 239 bilhões, o equivalente a uma desvalorização de 19%.

O recuo no valor de mercado das chamadas "blue chips" (as grandes empresas que sinalizam a tendência do mercado) é reflexo da queda no preço de suas ações.

Em junho e julho, o papel Petrobras ON perdeu R$ 12,80, caindo de R$ 57,40 para R$ 44,60. Já no caso da apólice Vale ON, o prejuízo foi ainda maior, chegando aos R$ 17,40. Durante os dois meses, o valor da ação decaiu de R$ 65,50 para R$ 48,10.

Nesta quinta-feira, o último pregão da Bovespa em julho, as duas companhias continuaram a perder valor. A ação ON da Petrobras fechou a R$ 43,94, com baixa de 1,5%. A Vale teve queda de 1,58%, encerrando o mês a R$ 47,34.

Motivos da queda

Segundo especialistas, a queda no valor das empresas ao longo dos 60 dias tem dois motivos principais. Um deles é o fato de que os negócios de ambas estão atrelados ao preço das commodities — especialmente petróleo e ferro — no mercado mundial.

O segundo motivo para o recuo nas ações seria o próprio momento turbulento das bolsas internacionais. A Bovespa, por exemplo, sofre um processo de retirada de recursos por parte de investidores estrangeiros. Como as duas empresas são as principais referência da bolsa paulista, seus papéis são os mais afetados.

Segundo os analistas, a tendência é que a bolsa — e portanto, as duas empresas — recupere parte de suas perdas no segundo semestre.
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