Edifício comercial barra entrada de trabalhadores e é acusado de preconceito no RJ
Edifício comercial barra entrada de trabalhadores e é acusado de preconceito no RJ

Edifício comercial barra entrada de trabalhadores e é acusado de preconceito no RJ

O administrador do condomínio afirmou que a entrada do grupo causaria “poluição visual e mau cheiro” no espaço

O administrador de um edifício comercial localizado na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio do Janeiro, está sendo acusado dos crimes de injúria e desobediência. Felipe Alencar Gilaberte teria barrado o acesso de 18 trabalhadores que se dirigiam a clínica BioCardio, especializada em medicina do trabalho, que fica dentro do condomínio.

Os pacientes fariam exames para atuar em funções como pedreiro, ajudante de pedreiro e servente, entre outras, nas obras da Linha 4 do Metrô, mas foram impedidos de entrar no prédio onde fica a clínica. Segundo Gilaberte, a entrada do grupo causaria “poluição visual e mau cheiro” no espaço. A ofensa foi testemunhada por um policial militar que foi ao local atender o chamado. Também foi pedido aos grupo que não tocasse as paredes do lugar.

Segundo o jornal Extra, as discussões entre o cardiologista Renato Sérgio Fernandes Pinto, sócio da BioCardio e a equipe de segurança do prédio comercial Le Monde duraram mais de quatro horas – enquanto isso, os trabalhadores esperavam em jejum para fazer os exames. Por volta das 15h, quando o médico ameaçou chamar a polícia, o acesso foi liberado. O grupo, entretanto, preferiu aguardar a chegada do policial.

“Houve uma total discriminação. E não foi a primeira vez, trata-se de uma briga antiga que eu tenho com o condomínio. Dizem que a nossa clínica não deveria funcionar aqui, devido ao tipo de público que atendemos. Acredito que me criam esse tipo de constrangimento para tentar forçar uma mudança de endereço” afirmou o médico Renato Sérgio.

O administrador negou o caso e afirmou que houve apenas uma confusão na portaria, porque os trabalhadores teriam se negado a apresentar identificação. “Isso é história do proprietário, que quer atender cem pessoas por dia”, afirmou Gilaberte.

“Essa foi a terceira vez que fui nessa clínica, e em todas fui tratado da mesma forma: cheguei na portaria e me mandaram dar a volta por trás, para subir pelo elevador de carga. É humilhante, porque o próprio nome diz: aquilo é para carga e descarga. E o que disseram sobre os documentos é mentira, porque entreguei a minha carteira de habilitação na entrada e mesmo assim me fizeram passar por tudo isso”, disse o operador de escavadeira Leonardo Moraes da Silva.

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