Do campo para a web: como o café se tornou um sucesso do e-commerce
Do campo para a web: como o café se tornou um sucesso do e-commerce

Do campo para a web: como o café se tornou um sucesso do e-commerce

Um dos primeiros setores industriais a ingressar no universo do e-commerce, o café, paixão nacional, tem demonstrado que esse pode ser um caminho promissor

08 janeiro 2019

Assim como todo o mercado digital, o e-commerce está sempre em transformação e ampliando seus campos de atuação e hoje conta com inúmeros modelos diferentes, entre eles, o B2B, que, atualmente aponta para um novo cenário na indústria. Se antes ela não se relacionava diretamente com seu consumidor, hoje ela pode realizar negócios tanto via distribuidores e varejo, quanto com seu público final.

Um dos primeiros setores industriais a ingressar no universo do e-commerce, o café, paixão nacional, tem demonstrado que esse pode ser um caminho promissor.

O comércio de monodose (cápsulas) começou no Brasil em 2006 com uma única marca, importada da Suíça e que operava com o conceito de boutique, focada no consumidor premium. Quando em 2013 ocorreu a quebra de patentes das cápsulas e máquinas e esses itens começaram a ser produzidos no país, o preço reduziu significativamente, possibilitando a popularização do produto e, consequentemente a procura.

Mas por que comprar online um produto facilmente encontrado em supermercados e lojas? Capilaridade é o primeiro ponto. No varejo, a gama de produtos pode ser muito restrita, uma vez que existem dezenas de marcas de multibebidas competindo por espaço nas gôndolas, o que pode acabar impedindo que sua marca oferte todo o seu portfólio. Outra questão importante é que fora dos grandes centros, as redes distribuidoras nem sempre têm força de compra suficiente para adquirir e vender a quantidade e variedade ofertada pela indústria.

Contribui também a popularização do consumo e o crescimento das categorias: cápsulas, torrado, moído, solúvel e filtrados aumentou também o interesse do consumidor.

Se antes o café era apena um complemento, hoje ele tomou o protagonismo nas reuniões sociais e ganhou status de gourmet, o que expandiu seu alcance geográfico. Exemplo disso são os resultados pelos termos mais buscados no Google: nos últimos 12 meses, os resultados de busca pelos termos "café" e "cafeterias" aumentou significativamente nos estados do Norte e Nordeste, refletindo a mudança de comportamento deste consumidor. Com um e-commerce, é possível suprir essa demanda e trabalhar a cauda longa do portfólio da marca, além de entregar em todo país e ainda poder fidelizar o cliente através de programas de assinatura e pontos.

Mas não é só o B2C que ganha, há incremento de vendas também no B2B, já que o e-commerce atende também as compras corporativas e de pequenos varejistas que pode, inclusive, programar a entrega diretamente em suas respectivas filiais, além das opções de compra recorrente, que possibilitam programar o recebimento dos produtos mês a mês.

Outro impacto positivo do e-commerce de café, foi para o pequeno produtor de grãos especiais que agora consegue ter penetração nacional com uso da tecnologia.

Assim como o café, outros segmentos na área de Foods começam a surgir, como é caso dos kits de carnes e produtos especiais para a ceia de Natal e Ano Novo vendidos online. Cada vez mais, ter um e-commerce deixa de ser algo suplementar e passa a ser essencial para o crescimento das marcas, tanto em venda, quanto em alcance de público.

Laura Schneider — Gerente de E-commerce da Infracommerce.

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