Dilma vai substituir ministra da Comunicação Social, diz fonte

A presidente deve formalizar logo as nomeações do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para a Casa Civil, e de Arthur Chioro para a pasta da Saúde, as primeiras alterações previstas para serem feitas no ministério

BRASÍLIA, 30 Jan (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff substituirá a ministra da Comunicação Social, Helena Chagas, e o cargo deve ser ocupado pelo porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, disse nesta quinta-feira à Reuters uma fonte do Palácio do Planalto.

A mudança na Comunicação Social, que deve ocorrer nos próximos dias, tem a ver com o novo perfil que a pasta terá durante a campanha de reeleição de Dilma, afirmou sob condição de anonimato a fonte, sem dar mais detalhes.

Traumann chegou ao governo como assessor do ex-ministro da Casa Civil Antonio Palocci, que deixou o cargo nos primeiros seis meses da gestão Dilma após ter sido alvo de denúncias. Desde então, assumiu o cargo de porta-voz e ganhou a confiança da presidente. Ele já vinha desde o ano passado comandando as ações da presidente nas redes sociais.

Dilma vai promover nas próximas semanas mudanças no primeiro escalão com a troca de ao menos 10 ministros. Muitos deles deixarão os cargos para disputar as eleições.

A presidente deve formalizar logo as nomeações do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, para a Casa Civil, e de Arthur Chioro para a pasta da Saúde, as primeiras alterações previstas para serem feitas no ministério.

Mercadante assume a Casa Civil na próxima segunda-feira no lugar de Gleisi Hoffmann, que retomará seu mandato de senadora e disputará o governo do Paraná. Ele já fez reuniões com outros integrantes do governo dando orientações como novo chefe da Casa Civil, segundo fontes.

O indicado para a Saúde também deve assumir nos próximos dias, segundo a fonte, e já viajou com a presidente para Cuba e lá foi apresentado por ela como novo ministro. Chioro assume no lugar de Alexandre Padilha, que disputará o governo de São Paulo.

A presidente também aproveitará as mudanças para ampliar sua aliança partidária na campanha de reeleição. Para isso, deve incluir novos partidos aliados no ministério, garantindo o apoio formal dessas legendas e, com isso, mais tempo para a campanha na televisão e no rádio.

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