Desemprego nos EUA fica em 5,6% e pressiona a demanda

Anteriormente, a taxa norte-americana de desemprego para janeiro foi avaliada em 5,7%.


WASHINGTON - A taxa de desemprego nos Estados Unidos em fevereiro passado manteve-se inalterada em 5,6% em relação a janeiro, cujo número foi revisado em baixa pelo Departamento do Trabalho. Anteriormente, a taxa norte-americana de desemprego para janeiro foi avaliada em 5,7%.

O número de postos de trabalho que ficaram disponíveis em fevereiro nos EUA cresceu apenas 21 mil, bem abaixo da expansão de 97 mil, registrada em janeiro (dado revisado) e consideravelmente fora da margem de projeção dos analistas de Wall Street. Apostava-se que, em média, teria havido aumento entre 125 mil a 130 mil nas vagas de trabalhdo oferecidas nos EUA no mês passado.



Alguns analistas arriscavam, inclusive, um número próximo a 200 mil de postos de trabalho perdidos no mês anterior. Um analista disse às agências internacionais, antes da divulgação dos dados, que mesmo um número dentro da projeção do mercado não refletiria indicação de recuperação do mercado de trabalho norte-americano, já que o potencial de mão-de-obra nova aumenta à proporção de 140 mil pessoas por mês no país.


Os analistas entendem ser necessário que o número de novas vagas supere a marca de 140 mil todos os meses, para criar emprego aos 2 milhões de trabalhadores que têm procurado uma colocação nos últimos seis meses nos Estados Unidos. Os mercados precificaram um dado melhor nos últimos dias e alguns analistas estimaram que somente um número acima de 170 mil novas vagas seria capaz de ampliar ainda mais o movimento que os mercados vinham fazendo nos últimos dias.


Crescimento do emprego é insatisfatório NOVA YORK (EUA) - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, John Snow, disse o que todos viram: o crescimento do emprego no país não está ocorrendo de maneira satisfatória. Em entrevista à CNBC, Snow defendeu que o crescimento do emprego ficará mais robusto nos próximos meses.
Mais cedo, o Departamento do Trabalho informou que as empresas norte-americanas abriram 21 mil postos de trabalho em fevereiro, bem abaixo das expectativas dos economistas, que giravam em torno da criação de 124 mil a 130 mil.

Os juros dos papéis do governo vinham em queda e o dólar em alta, com estimativas de que o dado divulgado ontem levaria o Federal Reserve Bank (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, a antecipar eventual alta nas taxas de juros norte-americanos.

ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.