Desemprego no Brasil cai a 4,6% e volta à mínima, com menos pessoas em busca de emprego

O baixo nível de desemprego vem se mantendo ao longo deste ano apesar da fraqueza da economia, favorecendo o desempenho do consumo no país e o setor de serviços

O desemprego brasileiro recuou mais do que o esperado em novembro, voltando à mínima histórica de 4,6%, ao mesmo tempo em que o rendimento voltou a crescer.

Segundo informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o rendimento médio da população cresceu 2% no mês passado, a 1.965,20 reais. Sobre novembro de 2012, a alta foi de 3%.

A expectativa para o desemprego, indicada na mediana de 25 analistas consultados pela Reuters, era de taxa de 4,9% em novembro, com as estimativas variando entre 4,8 e 5,2%.

O baixo nível de desemprego vem se mantendo ao longo deste ano apesar da fraqueza da economia, favorecendo o desempenho do consumo no país e o setor de serviços. Entretanto, a repetição do recorde em novembro não demonstra claramente melhora no mercado de trabalho, segundo o IBGE.

Isso porque ela se deveu ao grande número de pessoas que deixou de procurar trabalho, partindo para a inatividade, que cresceu 0,8% em novembro ante o mês anterior (148 mil trabalhadores). Em relação a novembro de 2012, o aumento foi de 4,5%, o maior da série histórica do IBGE, que começou em 2002.

"A taxa (recorde) não mostra exuberância do mercado de trabalho ou que a fila de desemprego foi reduzida. Temos que aguardar o mês que vem para ver o que aconteceu", disse o pesquisador do IBGE Cimar Azeredo. "Não é um sinal de mercado favorável."

O IBGE informou ainda que os inativos somaram em novembro cerca de 18,5 milhões de pessoas nas seis regiões metropolitanas, sendo que a minoria --aproximadamente 1,7 milhão-- estava disposta a trabalhar.

"Em sua maioria são mulheres, jovens em idade escolar ou universitários de famílias de maior renda e idosos que podem se dar ao direito de não trabalhar", destacou Pereira.

Pela metodologia da pesquisa do IBGE, a taxa de desemprego é uma combinação entre pessoas que trabalham e que procuram emprego. Se há menos gente procurando trabalho, a pressão sobre o mercado diminui, mesmo se não houver abertura de vagas.

POPULAÇÃO OCUPADA

Segundo o IBGE, a população ocupada cresceu 0,1% em novembro na comparação com outubro e recuou 0,7% ante o mesmo período do ano anterior, totalizando 23,293 milhões de pessoas.

Já a população desocupada, segundo o IBGE, chegou a 1,131 milhão de pessoas, queda de 10,9% ante outubro, e queda de 6,4% sobre um ano antes. Os desocupados incluem tanto os empregados temporários dispensados quanto desempregados em busca de uma chance no mercado de trabalho.

Na média do ano, a taxa de desemprego está em 5,5%, ante 5,6% nos 11 primeiros meses de 2012. Em outubro, a taxa de desemprego foi de 5,2%, o menor patamar para aquele mês desde que a série foi iniciada em 2002.

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