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Crise afetará mais trabalhador menos qualificado, diz diretor do Ministério do Trabalho

A idade não é fator determinante para o trabalhador sentir aos efeitos da crise no emprego.

A idade não é fator determinante para o trabalhador sentir aos efeitos da crise no emprego. Segundo o diretor do Departamento de Políticas de Trabalho e Emprego para a Juventude do Ministério do Trabalho, Renato Ludwig de Souza, a crise afetará mais os trabalhadores que têm pouca ou nenhuma qualificação profissional, independentemente da idade.

“[A crise] atinge com certeza os sem qualificação. Isso não tem idade. Agora, o trabalhador jovem, ou mais velho, se tiver uma orientação profissional voltada para uma atividade, não terá muita dificuldade”, afirmou Ludwig em entrevista, na tarde de hoje (9), à Agência Brasil e à TV Brasil.


Apesar disso, o fato de os jovens serem a maioria da população brasileira – 55 milhões de pessoas com idade entre 16 e 29 anos, segundo dados da Secretaria Nacional de Juventude – pode fazer com que, numericamente, eles sejam mais atingidos, acrescentou Ludwig.

“Por ser quase a metade da população [economicamente ativa], é claro que é o grupo mais atingido, mas, proporcionalmente, eu acho que a tendência é ser estável. Não deve ter muita discrepância entre jovens e adultos.”

Ludwig informou que o ministério fechou, em dezembro de 2008, em conjunto com a sociedade civil e o Conselho Nacional da Juventude, a meta de capacitar este ano 180 mil jovens. Ele espera que 30% desse contingente já sejam inseridos no mercado de trabalho também este ano. Segundo ele, a meta já leva em conta os efeitos da crise econômica.

Os projetos de capacitação são apresentados por estados e municípios de acordo com a previsão de aumento na oferta de emprego em áreas específicas. Com isso, os projetos de capacitação do ministério devem seguir a demanda de cada região, que “varia muito de estado para estado ou de município para município”.

Apesar disso, Ludwig reconhece que o setor de serviços tem sido muito atingido pela crise, o que também tem afetado os jovens. O diretor do Ministério do Trabalho disse acreditar que o momento crítico da crise foi no começo do ano e que, com o início das atividades econômicas em 2009, o país tende a retomar o crescimento.
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