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Crédito bancário bate recorde em julho ao somar 37% do PIB, diz BC

Recorde anterior foi registrado em janeiro de 1995, com 36,8% do PIB. Entretanto, crédito bancário ainda está abaixo de vários países.

O volume do crédito ofertado pelos bancos avançou % em junho deste ano, atingindo a marca de R$ 1,08 trilhão, ou 37% do PIB, informou nesta segunda-feira (25) o Banco Central. Segundo a instituição, o crédito bancário atingiu, com isso, o valor mais alto da história na proporção com o PIB - indicador considerado mais apropriado por especialistas. O recorde anterior, que é de 36,8% do PIB, havia sido registrado em janeiro de 1995.

Segundo informações do Banco Central, o crédito bancário subiu expressivos 32,7% nos doze meses até julho de 2008. A boa evolução do crédito ofertado pelos bancos acontece apesar da forte elevação dos juros bancários - consequência do aumento do IOF autorizado pelo governo no início de 2008 e das três elevações na taxa básica de juros, que subiram 1,75 ponto percentual neste ano, para 13% ao ano - os juros reais mais altos do mundo.


Do volume total de crédito bancário de julho, de R$ 1,08 trilhão, R$ 778 bilhões foram concedidos com recursos livres, ou seja, que não têm destinação específica. Do volume total do crédito com recursos livres, R$ 408 bilhões estavam com empresas e R$ 369 bilhões com pessoas físicas. O BC informou que outros R$ 307 bilhões estavam no chamado "crédito direcionado" - habitação, empréstimos do BNDES ao setor produtivo, cooperativas, bancos e agências de fomento.

Expectativa


A expectativa do Banco Central, até o momento, é que o crédito bancário continue crescendo no resto deste ano, atingindo a marca de, pelo menos, 40% do PIB em dezembro.

Apesar do aumento esperado, o volume de crédito dos bancos, na proporção com o PIB, ainda estará abaixo de outros países, como Chile, México e Estados Unidos, que têm um volume de crédito bancário superior a 60% do PIB.

Comportamento do crédito em julho


Segundo o Banco Central, o crédito bancário, em julho, seguiu a "tendência expansionista" observada em junho, com destaque para financiamentos destinados às empresas, que mantiveram, de acordo com a instituição, o "desempenho favorável" registrado ao longo de 2008.

"No segmento das pessoas físicas, o incremento dos empréstimos contratados pelas famílias foi condicionado pela demanda das modalidades de crédito pessoal e arrendamento mercantil [leasing especialmente para a compra de veículos]", informou o BC em nota à imprensa.

Crédito com desconto em folha

O chamado "crédito consignado", ou seja, com desconto em folha de pagamento, continou crescendo em julho e ultrapassou a barreira dos R$ 130 bilhões. No mês passado, o volume de crédito dos bancos com esta modalidade totalizou R$ 132 bilhões. No acumulado de 2008, o crescimento foi de 17,9% e, em doze meses até julho, foi de 27,1%. A vantagem do crédito com desconto em folha é a taxa de juros, que é mais baixa do que outras modalidades. Em julho, a taxa do crédito consignado foi de 28,4% ao ano, contra a média de 53,6% do crédito pessoal para pessas físicas.

Inadimplência

Os números do Banco Central mostram que o crescimento do volume do crédito bancário vem acompanhado de relativa estabilidade na taxa de inadimplência. No caso das pessoas jurídicas, a taxa de inadimplência ficou em 1,7% em julho, a mesma do mês anterior e abaixo da média de 2007 - acima de 2%. Para as pessoas físicas, a taxa de inadimplência subiu um pouco de junho (7%) para julho (7,3%) deste ano. Apesar da alta, está em patamar semelhante ao registrado nos meses anteriores.
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