Credit Suisse e Stuhlberger serão sócios em nova gestora com R$30 Bi

A parceria e os detalhes da Verde Asset Management foram antecipados mais cedo nesta quarta-feira por uma fonte a par do assunto à Reuters

O gestor de recursos Luis Stuhlberger e o Credit Suisse anunciaram nesta quarta-feira um acordo para a criação da Verde Asset Management, que assumirá a gestão de quatro famílias de fundos atualmente sob gestão do banco com patrimônio da ordem de 30 bilhões de reais.

Stuhlberger, que começou sua carreira no começo dos anos 1980 como operador de ouro, e o Credit Suisse vão se tornar sócios da Verde Asset Management a partir de 2015, com o gestor detendo o controle da nova gestora. O banco suíço e membros da equipe de Stuhlberger serão sócios minoritários, segundo comunicado à imprensa.

"O 'private banking' da Credit Suisse Hedging-Griffo... manterá a parceria com Luis Stuhlberger e sua equipe, por meio da Verde Asset Management. Assim, os nossos clientes continuarão tendo acesso às melhores opções de investimentos da nossa ampla plataforma de produtos e serviços", disse no comunicado o presidente-executivo do Credit Suisse no Brasil, José Olympio Pereira.

A parceria e os detalhes da Verde Asset Management foram antecipados mais cedo nesta quarta-feira por uma fonte a par do assunto à Reuters.

A Verde Asset Management iniciará suas atividades a partir de janeiro de 2015, nas mesmas instalações atuais.

"Oportunamente, será proposto aos cotistas que aprovem a transferência da gestão dos fundos das famílias Verde, Ações Long Only, Long/Short e Global, atualmente geridos pela Credit Suisse Hedging-Griffo sob responsabilidade de Luis Stuhlberger, para a Verde Asset Management", de acordo com o comunicado.

"Uma vez aprovada essa transferência, a partir de janeiro de 2015, esses fundos passarão a ser geridos pela Verde Asset Management, com a mesma equipe de gestão atual", acrescentou.

O acordo permite ao Credit Suisse manter proximidade a Stuhlberger, tido como uma estrela na gestão de recursos no Brasil e cujos fundos garantiram retornos de mais de 8 mil por cento aos investidores desde a criação do Verde em 1997.

A aliança entre o banco e Stuhlberger começou em 2006, quando a instituição financeira suíça comprou 51 por cento da empresa de investimentos do gestor, a Hedging-Griffo. O gestor e outros sócios venderam a parcela remanescente na Hedging-Griffo para o Credit Suisse no fim de 2011.

A indústria de fundos do Brasil, uma das maiores do mundo com patrimônio acima de 2,4 trilhões de reais, tem crescido rapidamente nos últimos anos, em meio ao aumento do número de novos milionários.

O sucesso de gestores como Stuhlberger tem atraído recursos de novos milionários para hedge funds especializados em negociar de commodities a moedas, títulos securitizados e ações globais.

Segundo a assessoria do Credit Suisse, os fundos a serem transferidos para a Verde Asset Management têm patrimônio de cerca de 30 bilhões de reais.

Mesmo com o montante a ser transferido para a Verde Asset representando acima de 45 por cento dos mais de 65 bilhões de reais sob gestão do private banking da Credit Suisse Hedging-Griffo, o banco concordou que Stuhlberger tenha uma estrutura independente antes que expire uma cláusula de não concorrência no ano que vem, disse a fonte ouvida pela Reuters.

Recentemente, o Credit Suisse contratou Fabio Okumura, que era operador sênior da mesa proprietária do Itaú Unibanco, e oito de seus colegas de equipe para criar novos produtos, disse outra fonte à Reuters no mês passado.

REDUÇÃO DO FUNDO VERDE MASTER

Stuhlberger fará uma proposta aos cotistas de redução do patrimônio do fundo Verde Master e dos respectivos fundos investidores, para manter a qualidade de gestão, segundo o comunicado à imprensa.

Se aprovada pelos clientes, a devolução de recursos deverá ocorrer em quatro parcelas semestrais, cada uma de 10 por cento do patrimônio na data do pagamento, com a primeira ocorrendo em janeiro do ano que vem.

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