Coworking é a opção para novos empreendedores

O conceito surge partindo de um ideal de trabalho compartilhado e explorando a questão física inerente à necessidade de todo empreendimento com as relações possíveis na criação e produção

11 junho 2014

Não é de hoje que se fala de coworking. O termo já tem algum tempo e é conhecido de grande parte do mercado. O que desponta, entretanto, são os resultados e possibilidades dessa forma de operação que tem se destacado cada vez mais nas escolhas operacionais de diferentes empresas e se apresenta como um fenômeno.

O conceito surgiu nos Estados Unidos em 2005, partindo de um ideal de trabalho compartilhado e explorando a questão física inerente à necessidade de todo empreendimento com as relações possíveis na criação e produção. A ideia inicial é um espaço dividido entre os mais diferentes profissionais independentes que compartilham o aluguel e o ambiente, reunindo recursos de áreas que normalmente não se aproximariam. A ideia surge, assim, de uma necessidade de empreendedores nômades da área de tecnologia que buscavam um espaço mais elaborado para fugir dos cafés.

Os espaços se tornaram cada vez mais disputados e a especulação imobiliária também é um dos fatores que dificulta a expansão e estabelecimento de diversas empresas que iniciam nesse mercado, principalmente aquelas que se concentram em serviços e atividades voltadas para a internet. Assim, o sistema de coworking é uma alternativa eficaz para essa problemática, especialmente para profissionais autônomos que conseguiriam manter um escritório próprio ou preferem evitar todas as questões que envolvem manter sozinho um local de trabalho. Nesses locais, aluga-se uma mesa ou um espaço dividido entre as mais diferentes pessoas, em um local onde há internet e toda a infraestrutura necessária para a execução das atividades.

Esse tipo de espaço chegou ao Brasil aproximadamente me 2009 e tem conquistado cada vez mais abertura e aceitação por diferentes marcas e empreendedores. Comumente associado a startups e empresas que estão iniciando seu trabalho no mercado com novas propostas, esse gênero de operação tem demonstrado também resultados bastante positivos na produtividade e crescimento. Ele parte de um princípio de oposição ao home office e isolamento presente na estrutura das empresas de modelo clássico, que se pauta em um trabalho bastante individual e com pouca integração de setores. Além de incorporar essa abertura internamente, na comunicação entre áreas tradicionalmente distantes, a proposta de coworking agrega outras empresas e profissionais autônomos que, ao se reunirem nesse espaço de convergência, dão abertura a novas possibilidades que surgem da conexão com outros investidores e parceiros.

A estrutura também reflete a nova tendência e característica de mercado, que passa a exigir profissionais e instituições que se expandam pelas mais diferentes áreas, não sendo limitados por apenas um segmento ou setor. A crise econômica é prova incontestável de que esse é o futuro, já que a maioria das empresas que conseguiu driblar a recessão econômica foram aquelas que tinham atuação expandida para mais de uma área. Em termos de psicologia do trabalho essa forma é uma maneira de integrar também a equipe e superar a segmentação corrente em diversas empresas. Para os profissionais independentes, representa uma oportunidade de empreender e iniciar seu negócio com novos contatos e uma estrutura que garante seu sucesso.

Nícolás Párraga - Digital marketing analyst da Staples no Brasil e na Argentina.

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