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Conflitos em Gaza fazem petróleo subir mais de 20% em dez dias

Preocupação com fornecimento empurra preços para cima. Oriente Médio é a maior região produtora da commodity

Após um ano de fortes variações, o petróleo entrou em 2009 em trajetória de alta. Nos últimos dez dias, influenciada pelos conflitos na Faixa de Gaza, a cotação da commodity disparou. Por volta das 7h (horário de Brasília) desta segunda-feira (5), o preço do barril WTI, negociado em Nova York, atingiu US$ 46,99 – uma alta de 24% frente ao valor de fechamento do dia 26 de dezembro, véspera do início dos conflitos.

Em Londres, o barril do Brent era negociado a 38,87%, com valorização de 23% em comparação com a cotação do fim dos negócios de 26 de dezembro.


Os conflitos em Gaza levantam preocupações sobre o fornecimento do Oriente Médio, a maior região produtora da commodity. O temor de uma redução da oferta empurra os preços do petróleo para cima. "A geopolítica tinha desaparecido do cenário do petróleo nos últimos meses, mas o petróleo ganhará algum prêmio com os últimos ataques de Israel a Gaza", afirmou Olivier Jakob, consultor da Petromatrix, em uma nota.

Queda acumulada

Até o início dos conflitos no Oriente Médio, o preço do barril acumulava uma queda de mais de 70% frente ao pico da cotação, de US$ 147 em julho do ano passado. O recuo da cotação vinha na esteira das expectativas de recessão nos países desenvolvidos, que sugerem menor demanda pelo produto.



Em 17 de dezembro, em uma tentativa de frear essa queda brusca, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) havia decidido por uma redução suplementar recorde na produção diária de petróleo dos países do bloco, de 2,2 milhões de barris. Apesar disso, dois dias depois a cotação do barril caiu abaixo dos US$ 34, no menor valor em cinco anos.
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