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Condenado por atear fogo em índio tenta vaga na polícia do DF

Os envolvidos cometeram o crime enquanto a vítima dormia em uma parada de ônibus na área nobre de Brasília, em 1997

Gutemberg Almeida Júnior, um dos condenados por incendiar o índio Galdino Jesus dos Santos em uma parada de ônibus em Brasília, foi aprovado nas primeiras etapas do processo de seleção da Polícia Civil do Distrito Federal.

Na época do crime, Gutemberg foi condenado a cumprir pena de um ano no Centro de Reabilitação Juvenil, já que era menor de idade (16 anos), mas ficou internado na unidade por apenas três meses.

De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, o candidato foi aprovado na fase biométrica, mas rejeitado na sindicância de vida pregressa e investigação social. Graças a isto, Gutemberg foi eliminado do concurso público.

O processo seletivo oferecia um salário inicial de R$ 7.514,33 para o cargo de agente da polícia. A ficha criminal tem caráter eliminatório na seleção, segundo o edital. O concurso é realizado pelo Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UnB).

O caso ocorreu em 20 de abril de 1997, um dia após as comemorações do Dia do Índio. Segundo investigações, Gutemberg e os outros quatro envolvidos atearam fogo na vítima enquanto ela dormia em uma parada de ônibus na área nobre de Brasília.

Galdino ainda chegou a ser socorrido para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos. Segundo o hospital, o índio chegou ao local com 95% do corpo queimado.

O julgamento do caso ocorreu quatro anos depois. Os outros quatro jovens foram condenados a 14 anos de prisão, em regime fechado, por homicídio triplamente qualificado.

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