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Conciliação e mediação devem entrar no mapa estratégico das empresas

Em evento promovido pelo Sebrae, empresas discutem as melhores práticas para a resolução de conflitos

São Paulo - As ações de mediação e conciliação de conflitos entre empresas e clientes têm avançado em grande escala no Brasil, mas, para que elas se tornem efetivas, devem estar no mapa estratégico das companhias e difundidas em todas as áreas. Esse foi um dos principais pontos de convergência das discussões durante o I Encontro Brasileiro pela Solução Pacífica de Conflitos Empresariais, promovido pelo Sebrae, em conjunto com a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Secretaria de Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

O evento, realizado nessa quinta-feira (20), em São Paulo, contou com a presença de cem representantes das áreas Jurídica e de Ouvidoria de grandes empresas como Bradesco, Itaú, Santander, Banco do Brasil, Citibank, Magazine Luiza, Net, Sky, Wal Mart, AES Brasil, Motorola, Net, além de entidades como Aneel, Anatel, Abinee e Anac.

As questões de mediação e conciliação foram discutidas em formato de Arena, em painéis moderados pela jornalista Mara Luquet, com a presença de representantes de grandes grupos dos mais diversos setores, de agências reguladoras e entidades empresariais. Outro ponto levantado durante as discussões é que ainda há pouco conhecimento sobre as iniciativas de conciliação e mediação. Dessa forma, a maioria da população não conhece os esforços das empresas para reverter os problemas com os clientes.

Um dos participantes da Arena, o gerente de Políticas Públicas (UPP) do Sebrae Nacional, Bruno Quick, destacou que sempre que se trata da questão do chamado Custo Brasil, o foco é a carga tributária, mas as causas na Justiça também representam um alto custo para as empresas e também para o Estado. “A iniciativa privada deseja um Estado mais leve, eficaz e barato, do ponto de vista tributário, mas, ao mesmo tempo, entope a Justiça com causas que sequer deveriam existir”, ressaltou Quick.

Os resultados dos debates na Arena, apresentados pela consultora do Sebrae, Márcia Malvina, apontaram também que as empresas ainda tratam as consequências, não as causas dos conflitos, e a comunicação com o cliente e as relações contratuais devem ser aprimoradas. Outra convergência nas discussões é que os mecanismos criados devem gerar resultados em escala. “Existe uma indústria de contenciosos no Brasil, mas ninguém vai para a Justiça se não teve algum tipo de problema com a empresa”, destacou o diretor jurídico da AES Brasil, Luís Fernando Queiróz.

Queiróz realizou uma apresentação sobre Central de Conciliação da AES Brasil. O assessor especial do Banco do Brasil, João Alves, tratou do tema Desjudicialização –Estratégias do Banco do Brasil no Ensaio do DF. O diretor Jurídico da Sky, Alexandre Martinez, apresentou os Totens de Videoconferência da empresa de TV por assinatura.

Palestras

A programação também contou com as palestras Como iniciar o Processo de Desjudicialização nas Empresas, com o professor Diego Faleck; A Ineficiência Econômica do Litígio, com Kathy Bryan, do CPR Institute; e O litígio e a perda de valor da marca, proferida por PD Villareal, executivo da GlaxoSmithKline.

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