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Com carros mais baratos, IGP-M mostra deflação na segunda prévia de janeiro

Indicador que reajusta aluguéis variou –0,58%. Preços dos automóveis recuaram 9,41% no atacado

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) voltou a registrar deflação na segunda prévia de janeiro, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (21) pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O indicador, usado para corrigir a maioria dos contratos de aluguel, apontou variação de –0,58% no período, ante 0,05% na segunda prévia de dezembro.

O recuo do índice veio ancorado nos preços por atacado, que tiveram deflação de 1,09%, ante –0,15% no mês anterior. Dentro do Índice de Preços por Atacado (IPA), a maior influência de baixa veio de automóveis para passageiros, com queda de 9,41%.


Também exerceram pressões significativas para a queda do IPA os bovinos (-5,25%), tomate (-13,41%), ácido sulfúrico (-49,00%) e querosene de aviação (-18,33%).

No corte por origem, os produtos industriais tiveram deflação mais acentuada, de 1,37%, ante taxa também negativa de 0,32% no mês anterior. Já os produtos agropecuários ficaram em média 0,31% mais baratos, após alta de 0,36% na primeira prévia do IGP-M de dezembro.

Para consumidor, inflação sobe

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) foi o único a apresentar aceleração da taxa na passagem da primeira prévia de dezembro para o mesmo período de janeiro, de 0,54% para 0,59%.

O principal destaque de alta veio do grupo educação, cuja taxa passou de 0,38%, em dezembro, para 1,18%, em janeiro, influenciada pelo reajuste das mensalidades dos cursos formais, cuja taxa passou de 0,00% para 1,68%.

Também seguiram trajetórias ascendentes as taxas dos grupos transportes (de 0,33% para 0,72%), alimentação (de 0,76% para 0,81%) e despesas diversas (de 0,16% para 0,27%). Em sentido contrário, os grupos habitação (de 0,45% para 0,28%), saúde e cuidados pessoais (de 0,65% para 0,50%) e vestuário (de 0,72% para 0,38%) apresentaram recuos em suas taxas de variação.

Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou, no segundo decêndio de janeiro, taxa de 0,15%, ante 0,25%, no segundo decêndio de dezembro. A taxa do índice relativo a materiais e serviços recuou de 0,38%, na apuração de dezembro, para 0,29%, em janeiro. O índice que capta o custo da mão-de-obra não variou em janeiro. Na apuração referente ao mesmo período do mês anterior, o índice apresentou variação de 0,10%.
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