Colocando o S em IoT
Colocando o S em IoT

Colocando o S em IoT

A adoção da IoT está crescendo mais rapidamente do que a adoção do PC em casa ou da WWW

IoT: até o nome tem significados diferentes para pessoas diferentes. Pessoas que trabalham com tecnologia sabem que IoT significa “Internet das Coisas”, mas o que conta como uma coisa?

Definindo a IoT

A definição básica é “qualquer dispositivo que possa se conectar a outros dispositivos na Internet sem o auxílio da operação de um ser humano” se qualificaria como IoT. Isso significaria que termostatos, carros, sensores de equipamentos, impressoras, caixas eletrônicos, lâmpadas, câmeras, sinais de trânsito, bichos de pelúcia conectados e muitos outros dispositivos específicos são todos IoT.

Para aumentar essa complexidade, a maioria das pessoas sugere que “coisas” que podem se conectar a outras “coisas” também são IoT, então adicione à lista smartwatches, wearables, leitores de cartão de crédito e até mesmo humanos com implantes conectados.

A Era da IoT

A adoção da IoT está crescendo mais rapidamente do que a adoção do PC em casa ou da WWW. O preço baixo, a natureza autônoma, a facilidade de uso e o valor comercial da IoT a tornam atraente tanto para o indivíduo quanto para o setor.

Enquanto os dispositivos podem ser conectados de forma simples, sem qualquer nível de conhecimento técnico, para melhorar a qualidade de vida, entreter uma criança ou até tornar nossa rede elétrica mais eficiente e estável, não é de surpreender que as previsões de crescimento sejam tão grandes, com estimativas variando na casa das centenas de milhões para um tamanho de mercado de mais de um trilhão de dólares até 2022.

Adoção de IoT na empresa

Com qualquer nova tecnologia, a utilidade sempre precede a segurança. Então, sem surpresa, a segurança é atualmente o maior obstáculo para a adoção da IOT – ou, como alguns tecnólogos brincam, “não há S na IoT”.

Mas, ao contrário das tecnologias anteriores que poderiam ser colocadas em quarentena, segmentadas, desconectadas ou fisicamente bloqueadas, a IoT é, por natureza, mais vulnerável porque está sempre conectada, tipicamente móvel e muito diversificada em uso e design, tornando o desafio à segurança muito maior.

O desafio é que esses dispositivos são mais difíceis de proteger do que um computador comum ou até mesmo um telefone celular. A IoT deve permanecer conectada para ser útil, por isso os dispositivos estão sempre expostos a hackers. Muitos não têm a interface básica; eles são projetados para serem leves, para minimizar o uso do processador e maximizar a vida útil da bateria, portanto instalar os agentes de segurança é um desafio.

Muitos dispositivos também podem ser apanhados e movidos, por isso protegê-los fisicamente é um pesadelo. E, com a rápida evolução dos processadores, baterias e novos usos dos dispositivos, há pouca consistência no que está sendo executado sob o capô.

O futuro da IoT

À medida que os limites discretos da rede continuam a se dissolver, a teia de coisas conectadas continuará a crescer e a ficar cada vez mais vulnerável. Esses dispositivos sempre conectados, diversos e com funções limitadas precisarão de uma solução de segurança ousada e visionária que não exija interação humana.

Como os próprios dispositivos, ela precisará ser portátil, eficiente e automatizada. Essa solução será, em última análise, suportada pela forte integração das tecnologias incorporadas à inteligência artificial (IA).

Como consultora de segurança, estou ansiosa para deixar a IA trabalhar – é a única maneira de protegermos essa infinidade de “coisas” que já superam em número a população humana.

Sara LofgrenGerente de Engenharia de Canais de Vendas na Cylance. Ela trabalha na área de segurança de computadores há mais de uma década, com foco na resolução de problemas de segurança corporativa por meio da união de tecnologia, pessoas e processos. Além do malware, suas outras principais áreas de interesse incluem privacidade, criptografia e regulamentações tecnológicas.

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