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Colecionadores revelam os motivos de sua paixão
Colecionadores revelam os motivos de sua paixão

Colecionadores revelam os motivos de sua paixão

Veja o que impulsiona as pessoas a guardarem itens dos mais variados tipos, pertencentes às mais diversas épocas ou a diferentes contextos históricos e culturais

Tampinhas, adesivos, moedas, brinquedos, gibis... Não importa qual a temática, o colecionismo atrai crianças e adultos que dedicam tempo, dinheiro e muito esforço para incrementar suas coleções. Mas o que impulsiona as pessoas a guardarem com tanto carinho e cuidado itens dos mais variados tipos, pertencentes às mais diversas épocas ou a diferentes contextos históricos e culturais?

Para o médico Giovanni Cartaxo, o resgate das lembranças da infância são o principal motivo das suas coleções. A mais recente é uma coleção de bonecos de personagens de histórias infantis. “As lembranças de infância, quando apenas podíamos ouvir as estórias infantis e imaginar como seriam os personagens. Na época, eram a apenas discos coloridos e encartes com desenho dos personagens que tínhamos acesso”, explica.

Na sua última viagem aos Estados Unidos, ele introduziu mais alguns itens à sua coleção e espera aumentar ainda mais a sua nova coleção. “Planejo adquirir os próximos personagens lançados em estórias e filmes ou os que eu encontrar em viagens e pesquisas de lojas por aí afora”.

Já o empresário Rayner Holmes, diretor da Ponto R Comunicação, conta com outro tipo de filtro para alimentar sua coleção: o amor por uma marca. Desde 2008, quando conheceu o Museu da Coca-Cola em Atlanta (EUA), ele coleciona de tudo. “A Coca-Cola sempre fez parte da minha família, era refrigerante obrigatório na minha casa e, na década de 1980, duas ações promocionais me aproximaram da marca: a os Ioiôs da Coca-Cola e a das garras de miniatura em vidro. Eu tinha as duas, que se perderam com o tempo. Então, quando visitei o museu, toda a infância voltou à minha mente”.

O empresário, que tem ainda duas coleções menores compostas de miniaturas de carros e de bonecos da saga Star Wars, afirmou que sua nova meta são as “Minigarrafinhas de Todo Mundo”, uma reedição da campanha da marca lançada nos anos de 1980, mas que agora homenageiam a Copa do Mundo. E Rayner não esconde sua preferência por miniaturas. “Recentemente, incorporei à coleção um paliteiro e um pen-drive, ambos miniaturas de uma geladeira antiga e de uma lata de Coca-Cola”, relata.

Motivado tanto pelo sonho de infância, já que coleciona desde os 11 anos de idade, como pela paixão pelo hábito, Fábio Rodrigues é incentivado também pelo seu negócio. Isso porque o empresário tem um brechó, o que alimenta o seu perfil de amante do colecionismo. Com um vasto acervo de brinquedos e objetos antigos, ele fala sobre o colecionismo nos dias atuais: “Apesar dos inegáveis atrativos que os modernos meios de entretenimento proporcionam às pessoas, como estas maravilhas eletrônicas que hoje existem, colecionar jamais será uma atividade extinta”.


Incansável pesquisador de itens para completar suas coleções, Fábio define seus próximos passos: “Com relação a brinquedos pretendo achar bonecos gigantes e com relação a objetos, gostaria de radiolas, telefones e televisores antigos, ou seja, eletroeletrônicos e móveis vintage”.

Grandes colecionadores do mundo

A alemã Bettina Dorfmann possui a maior coleção de Barbies do mundo. São mais de 15 mil itens, entre bonecas e acessórios da marca. Seu foco principal são as Barbies comercializadas originalmente na década de 1960, fato que faz com que selecione bem seus itens vintage. Há 19 anos possui uma clínica especializada em restauração para Barbies, além de consultora da marca e autora de livros sobre brinquedos.

Aos cinco anos de idade, Oscar Bown conheceu e se apaixonou pelo personagem Mario Bros. Seis anos depois, ele conseguiu juntar uma coleção de dar inveja a qualquer fã, com mais de mil itens exclusivos coletados em todo mundo. Ele também está no Guinness Book como maior colecionador do mundo da marca.

Em 1968, Mike Zarnock entrou numa loja de departamentos e viu um display de miniaturas em cima do balcão: “Hot Wheels com Estilo Customizado Californiano”. Sua coleção inclui mais de 20 mil itens da marca e inclui miniaturas, pistas, acessórios e uma série de produtos da Hot Wheels, além de ser autor de 12 livros e inúmeros artigos sobre o tema.

Nascido no interior paulista, Antônio José da Silva, ou Tom Zé, é reconhecido como o maior colecionador de quadrinhos do Brasil, com um acervo com mais de 200 mil itens, entre eles os primeiros números de "O Lobinho" e de "A Gazetinha", almanaques das décadas de 1930 e 1940 que introduziram no país personagens como Batman e Super-Homem. São mais de 40 anos dedicados aos gibis, que ocupam três quartos inteiros em sua casa e que ainda precisam de dois funcionários para manutenção.

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