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Cartões pré-pagos podem ajudar a reduzir fraudes online

O alvo dos fraudadores são os cartões de crédito e de débito que permitem acesso a valores elevados para a realização de transações online

Os cartões pré-pagos podem ser a solução para ajudar a driblar os crescentes índices de fraudes online. De acordo com pesquisa da CyberSource, os lojistas brasileiros rejeitaram cerca de 7,1% dos pedidos de compra no primeiro semestre de 2013. Em 2012, esse percentual foi de 5,6%. Nos EUA e Canadá, esse índice foi de 2,7% em 2013, ante 2,5% em 2012.

“Como um cartão pré-pago tem um valor financeiro previamente definido, normalmente muito menor do que os limites de cartões de crédito ou saldos de contas correntes, ele se torna menos interessante como alvo de eventuais fraudadores”, explica Antonio Jorge de Castro Bueno, presidente do GSPP-Grupo Setorial de Pré-Pagos. Recentemente, Visa e a Agilitas lançaram cartões pré-pagos para compras via internet. “Além dos cartões para uso em redes abertas, que podem ser usados em todo tipo de estabelecimento virtual, há uma enorme oportunidade para os varejistas que optarem pelo lançamento de cartões próprios”, completa.

O uso dos pré-pagos é uma tendência crescente no Brasil. Segundo o GSPP, o pagamento com esta nova modalidade de cartão poderá chegar a R$ 117,0 bilhões no Brasil em 2017, um aumento considerável em relação aos R$ 84,6 bilhões transacionados em 2012. “A segurança na preservação dos dados do usuário certamente fará com que os pré-pagos tenham um peso cada vez maior no faturamento do comércio eletrônico”, prevê Bueno. Segundo dados do E-bit, o faturamento desse mercado, que foi de R$ 10,6 bilhões em 2009, passou para R$ 18,7 bilhões em 2011 e deve atingir R$ 28 bilhões no final desse ano.

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