Canadá quer estudantes brasileiros

O país do hemisfério norte quer duplicar o número de alunos estrangeiros até 2022

O Ministro do Comércio Internacional do Canadá, Ed Fast, anunciou neste mês uma nova Estratégia Internacional de Educação projetada para manter e melhorar a posição global do Canadá no ensino superior. O plano, que estabelece metas abrangentes para atrair mais pesquisadores internacionais e estudantes para o país, tem o Brasil como um dos principais focos, reforçando a parceria de longa data entre as duas nações.

Além disso, a ação irá aprofundar os vínculos de pesquisa entre instituições de ensino canadenses e estrangeiras e estabelecer uma parceria com províncias e territórios do Canadá e todos os principais parceiros do setor de educação, incluindo o setor privado. A ação é o resultado de uma ampla iniciativa que compõe o Plano de Ação para o Mercado Global anunciada recentemente pelo Governo do Canadá.

O plano contará com um fundo de investimento contínuo de 5 milhões de dólares canadenses por ano, e será dedicado a apoiar os objetivos da Estratégia de Educação Internacional. Este investimento será direcionado principalmente para a promoção do Canadá como o principal destino de educação para estudantes em seis mercados prioritários, sendo eles Brasil, China, Índia, México, Vietnã e Norte da África e o Oriente Médio, incluindo a Turquia.

O projeto irá fornecer, ainda, 13 milhões de dólares canadenses ao longo de dois anos para o programa Globalink da MITACS, uma organização nacional sem fins lucrativos que promove a inovação através de programas de pesquisa e treinamento. O programa Globalink facilita a mobilidade de estudantes canadenses e estrangeiros. Em 2013, cerca de 30 estudantes brasileiros participaram do programa.

O intuito é dobrar até 2022, o número de estudantes internacionais que escolhem o Canadá como destino para estudos e pesquisas. No ano passado, o Canadá recebeu mais de 265,000 estudantes internacionais. Outro objetivo da ação é melhorar a articulação e colaboração entre as instituições de ensino canadenses e internacionais e institutos de pesquisa.

De mãos dadas

O Canadá considera o Brasil um parceiro prioritário na área de educação, principalmente nos setores de ciência, tecnologia e inovação e nos últimos anos tem investido em ações para fortalecer as parcerias bilateriais nestas áreas. Desde o começo da vigência em 2010 do Acordo-Quadro para Cooperação em Ciência, Tecnologia e Inovação - que busca promover uma maior colaboração em pesquisa e desenvolvimento em áreas de interesse mútuo entre ambos os países -, foi registrado um salto no número de projetos bilaterais, muitos guiados pelo Plano de Ação Conjunta em Ciência e Tecnologia da Comissão Mista.

Este plano se concentra na pesquisa, desenvolvimento e comercialização de projetos conjuntos em áreas estratégicas (biotecnologia e ciências da vida, tecnologia oceanográfica, tecnologia da informação e de comunicações, energia limpa, tecnologias verdes e nanotecnologia). O plano ambicioso, têm acelerado a colaboração entre as comunidades científicas e tecnológicas e entre as instituições de educação nos dois países. Um exemplo disso é a ISTPCanada (International Science and Technology Partnerships Program) do lado canadense em parceria com as instituições FAPESP, FAPEMIG, FACEPE e CNPq do lado brasileiro. Até 2015, o órgão canadense investirá cerca de $5 milhões de dólares em projetos de pesquisa bilateriais com as instituções brasileiras.

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