BID diz que crise afetará pequenas e médias empresas

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) declarou que a crise financeira mundial afetará as pequenas e médias empresas no curto prazo e deve atingir as remessas monetárias feitas por imigrantes a seus países de origem.

O BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento) declarou que a crise financeira mundial afetará as pequenas e médias empresas no curto prazo e deve atingir as remessas monetárias feitas por imigrantes a seus países de origem.

"A curto prazo, a crise financeira impõe grandes desafios às microfinanças, já que afetará a magnitude e o custo do financiamento (externo e interno), e vai impactar o fluxo real das remessas" feitas por imigrantes, afirmou Luis Alberto Moreno, presidente do BID, em Assunção.


Moreno disse que a resposta a esses desafios são os mecanismos que a entidade vem aplicando nos programas de assistência às médias e pequenas empresas, como os elevados padrões de disciplina financeira, a proximidade com o cliente e a diversificação das fontes de financiamento.

O BID "reitera seu compromisso de trabalhar para preservar a fortaleza das microfinanças na região. Continuaremos juntos com vocês na expansão e na consolidação deste sistema", declarou o presidente do BID.

"Ainda estamos no olho do furacão, de modo que é difícil determinar se a instabilidade financeira será passageira ou se prejudicará de forma duradoura o progresso da América Latina e do Caribe, como foi o caso da crise da dívida externa nos anos 80", acrescentou.

Crise


Em uma medida coletiva para estancar a crise, o Federal Reserve (Fed, o BC americano), em conjunto com outros cinco bancos centrais --Banco do Canadá, Banco da Inglaterra (BC britânico), BCE (Banco Central Europeu), Sveriges Riksbank (da Suécia) e SNB (Banco Nacional da Suíça, na sigla em inglês)-- reduziram suas taxas de juros em 0,5 ponto percentual.

o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, anunciou hoje um plano de resgate de 50 bilhões de libras (cerca de US$ 87 bilhões) aos moldes do pacote dos EUA, para evitar que os bancos do Reino Unido tenham destino semelhante ao do Lehman Brothers, que quebrou no dia 15 do mês passado e marcou o início do segundo ciclo da crise, iniciado no ano passado.

Além do Lehman, outras instituições que tiveram problemas, tanto nos EUA como na Europa, foram Merrill Lynch, AIG, Wachovia, Dexia, Fortis, Hypo Real Estate, Bradford & Bingley, HBOS e o Washington Mutual --que também quebrou no mês passado.

Ontem, a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, disse que a crise financeira já afeta mercados como o brasileiro e mexicano e ressaltou que medidas precisam ser tomadas. "Isto está afetando todo o mundo, incluindo mercados emergentes como Brasil e México. Por isso há muito trabalho pela frente (...) e continuamos trabalhando", afirmou a porta-voz da Casa Branca.
ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.