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Bancos precisam criar 4,5 mil vagas para pessoas com deficiência

Setor bancário tem menos de 3% de funcionários com deficiência. Para se adequar à lei, Febraban criou programa de capacitação.

O setor bancário no Brasil tem dificuldades para cumprir a lei de cotas, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

A lei prevê até 5% de pessoas com deficiência no quadro de funcionários de grandes empresas.


A estimativa é de que, para se adequar à legislação, os bancos precisem criar mais 4,5 mil vagas para pessoas com deficiência.

A lei 8.213/1991 determina que empresas com mais de cem empregados tenham pelo menos 2% de funcionários com deficiência. O percentual, de acordo com o número de funcionários, pode chegar a 5% do quadro de funcionários para empresas com mais de mil empregados.

De acordo com Mário Sérgio Vasconcelos, diretor de Relações Institucionais da Febraban, os bancos têm menos de 3% de pessoas com deficiência entre os funcionários e sofrem com a falta de qualificação.

"Essa parte da população brasileira, por dificuldades históricas, falta de preparo das escolas, do ponto de vista da acessibilidade e da não preparação dos professores, não tem qualificação."

Para suprir essa carência, segundo a entidade, foi criado um programa de capacitação, no qual os selecionados passam por um curso de até um ano para se qualificar. A partir do ingresso no curso, são funcionários registrados e recebem salário de bancário proporcional ao horário que ficam no curso.

Atualmente, uma turma com quase 500 pessoas com deficiência passa pelo curso, que é realizado em parceria com uma universidade particular e a Prefeitura de São Paulo.

Uma nova turma deve ser aberta ainda neste ano. Os interessados em participar podem enviar currículo para oportunidade@isocial.com.br.
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