Café com ADM
#

Aumento dos juros e estabilidade no prazo médio pode desestimular crédito

Entre junho e julho deste ano, o prazo médio de crédito para pessoa física subiu apenas 1 dia, de 466 para 467 dias, interrompendo ritmo de elevação que ocorria até junho.

Entre junho e julho deste ano, o prazo médio de crédito para pessoa física subiu apenas 1 dia, de 466 para 467 dias, interrompendo ritmo de elevação que ocorria até junho. Para o IEDI (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), se as tendências de estabilização dos prazos e de alta de juros persistirem, deverá ocorrer um aumento no valor das prestações que poderá inibir as operações de crédito nos próximos meses.

Outra conseqüência para isso seria o aumento da inadimplência, que em julho já registrou crescimento no segmento de pessoas físicas, passando de 7% para 7,3% entre o sexto e o sétimo mês do ano. Para as pessoas jurídicas, a taxa manteve-se estável, em 1,7%.


Juros

As taxas de juros também registraram aumento em julho. Considerando a média dos segmentos de pessoas físicas e jurídicas, a taxa passou de 38% para 39,4%.

Ao contrário do observado em janeiro deste ano, quando os juros subiram devido ao aumento das alíquotas dos impostos (IOF sobre operações de crédito e CSLL dos bancos), a alta de julho ocorreu devido à elevação da meta da taxa Selic, que contaminou o custo de captação dos bancos.

Outro fator apontado como responsável pelo aumento dos juros foi o spread bancário, o que, segundo o IEDI, constitui sintoma de uma maior aversão ao risco dos bancos, em especial no segmento de pessoa física, diante do crescimento excessivo do crédito há vários meses.
ExibirMinimizar
CEO Outllok, A era da liderança resiliente. Confira os Resultados.