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Após surpresa de abril, taxa de desemprego mantém tendência de queda
Após surpresa de abril, taxa de desemprego mantém tendência de queda

Após surpresa de abril, taxa de desemprego mantém tendência de queda

A estimativa da Taxa de Desemprego Antecipada de maio de 2014 é de 5,3%, 0,4 ponto percentual maior em relação a abril de 2014 e 0,5 ponto percentual menor em relação ao mesmo mês de 2013

A taxa de desemprego de abril medida pela PME/IBGE deve ficar em 5,3%, segundo a projeção Catho-Fipe. Esse valor é 0,4 ponto percentual maior do que o registrado em abril deste ano, mas 0,5 ponto percentual menor do que o mesmo mês do ano anterior. Ou seja, na comparação mensal o desemprego deve registrar elevação, mas a tendência de queda do indicador ainda permanece se considerarmos a comparação anual.

Se confirmado, será o menor valor para um mês de maio de toda a série histórica, iniciada em 2002. Por questões sazonais, o início do ano normalmente apresenta movimentos de alta na taxa de desemprego. É uma época em que as pessoas que deixaram a força de trabalho no final do ano retomam a busca por vagas, levando a um aumento natural na proporção de desempregados. Esse ano, porém, tem exibido comportamento atípico. Em março e em abril, por exemplo, a taxa de desemprego caiu em relação a fevereiro e março respectivamente pela primeira vez desde o início da série.

Ao compilar e processar informações de currículos, anúncios de vagas e de contratações disponibilizados pela Catho, a Fipe calcula uma estimativa para a taxa de desemprego da Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE)*. A estimativa da Taxa de Desemprego Antecipada de maio de 2014 é de 5,3%, 0,4 ponto percentual maior em relação a abril de 2014 e 0,5 ponto percentual menor em relação ao mesmo mês de 2013.
Este resultado, se confirmado, representará a menor taxa de desemprego já apurada pelo IBGE para o mês de maio desde a introdução da atual metodologia da PME, iniciada em 2002.

A estimativa da Taxa de Desemprego Antecipada é feita por meio da técnica do “nowcasting”, que utiliza dados disponibilizados em “tempo real” para produzir informações e estatísticas precisas, sem a necessidade de esperar semanas ou meses até os institutos de pesquisa divulgarem os indicadores oficiais e defasados. No caso da Taxa de Desemprego, a Fipe cruza informações obtidas com buscas na Internet (por meio de palavras chave relacionadas a emprego, por exemplo) com informações de vagas, candidatos e contratações da Catho, além de outros dados econômicos e também a própria série da PME dos meses anteriores para estimar a taxa de desemprego do mês corrente, sempre divulgada no último dia útil do mês.

*A Taxa de desemprego do IBGE é calculada com base na Pesquisa Mensal do Emprego (PME), que abrange seis regiões metropolitanas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife e Salvador.

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