Aluguel e tomate puxaram alta de 6,07% na inflação pelo IPC-S em 2008

Em 2007, IPC-S havia fechado com taxa de 4,60%. Tomate ficou 110,47% mais caro para o consumidor

31 outubro 2018

A inflação calculada pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) encerrou o ano de 2008 com alta de 6,07%, segundo dados divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira (5). Em 2007, o índice havia acumulado alta de 4,60%.

Os "vilões" da alta foram os preços do aluguel residencial e do tomate, que exerceram as maiores influências de alta sobre o IPC-S. O primeiro acumulou alta de 6,04% no ano. Já o preço do tomate ficou 110,47% maior. Entre as maiores pressões de alta, aparecem também plano e seguro saúde (7,42%), pão francês (21,52%) e refeição em restaurante (10,27%).

Na ponta contrária, os preços do feijão carioquinha ajudaram a conter a alta do IPC-S. Com queda acumulada de 26,69% no ano, o produto exerceu a maior influência de baixa sobre o indicador, seguido pela batata inglesa, que ficou 17,80% mais barata. Também contribuíram para segurar a alta do indicador geral os preços do leite em pó (-9,73%), refrigerador e freezer (-6,06%) e aparelho telefônico celular (15,98%).


Na semana

Na última semana do ano, o IPC-S apresentou variação de 0,52, taxa 0,09 ponto percentual abaixo da apurada na terceira prévia de dezembro. A principal contribuição para o recuo da taxa do índice partiu do grupo alimentação, cuja taxa passou de 0,88% para 0,60%.

Os grupos habitação (de 0,44% para 0,36%), educação, leitura e recreação (de 0,39% para 0,37%) e vestuário (de 0,56% para 0,52%) também registraram recuos em suas taxas de variação.

Em contrapartida, os grupos transportes (de 0,57% para 0,72%) e despesas diversas (de 0,31% para 0,37%) apresentaram acréscimos em suas taxas de variação. O grupo saúde e cuidados pessoais repetiu a taxa registrada na última apuração, 0,71%.

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