Acadêmicos acreditam que intercâmbio contribui com formação superior

Avaliação é um dos resultados apresentados por pesquisa virtual realizada com mais de 20 mil pessoas da comunidade acadêmica da América Latina e Península Ibérica

A pesquisa realizada pelo III Encontro Internacional de Reitores Universia concluiu que a comunidade acadêmica da América Latina e da Península Ibérica acredita que as universidades devam firmar acordos de cooperação entre si e com empresas, visando melhorar a formação universitária. Cerca de 90% dos participantes afirmam que o intercâmbio, nacional e internacional, entre as instituições de ensino superior deva ser intensificado e cerca de 80% consideram que devam ser ampliadas as parcerias das universidades com as empresas. Nove em cada dez participantes do estudo apontou como positiva a existência de um programa ibero-americano de cooperação e ação social.

O estudo chamado "As Universidades Comprometidas" reuniu a opinião de mais de 20 mil pessoas, entre professores, estudantes e administradores universitários, sobre o papel e a situação atual das universidades nos países. Os entrevistados também foram questionados quanto aos objetivos prioritários das universidades. A formação de bons profissionais foi apontada como o principal papel da instituição de ensino superior, seguida pela promoção de atividades de pesquisa e inovação e pela contribuição para o desenvolvimento econômico e social da região.

Segundo Ignacio Berdugo, presidente do comitê organizador do III Encontro Internacional de Reitores Universia, as universidades devem responder às demandas da sociedade.. "A riqueza de um país se mede também pela presença de bons profissionais. Essa é portanto uma função primordial das universidades que, por meio deles, pode transformar as realidades locais promovendo, além do conhecimento científico, cultura e cidadania".

Universalização do ensino

Segundo a pesquisa, o Brasil se destaca no cenário de acesso ao ensino superior. Cerca de 90% afirmam que o ingresso nas universidades pelos de menor renda registrou melhorias nos últimos dez anos. A avaliação positiva segue na contramão da opinião de espanhóis e portugueses, dos quais 70% não reconhecem melhorias nesse aspecto. No entanto, cerca de 75% dos pesquisados de todos ao países acredita que é preciso aumentar o número de jovens que concluem o ensino superior.

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