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80% dos profissionais entrevistados em pesquisa querem mudar de emprego este ano

Falta de plano de carreira e desejo por melhores salários são os principais motivos para a mudança

A consultoria Boucinhas acaba de realizar uma pesquisa sobre Mercado de Trabalho e o resultado indica que 80% dos entrevistados querem mudar de emprego este ano e 73% deles já estão procurando um novo emprego. A falta de plano de carreira e o desejo de melhores salários são os principais motivos indicados como fatores que influenciam o desejo de mudar de emprego, apontados por 48% e 36,6% da amostra. A pesquisa também demonstra que, dos 47% dos entrevistados que estão trabalhando, 69% dos participantes mudaram ou saíram de seus empregos nos últimos dois anos.

"A expansão do mercado nos últimos anos gerou também a intensificação da rotatividade de empregos", afirma Celeste Boucinhas, diretora da Boucinhas Consultoria. "Os dados dessa pesquisa, bem como das anteriores, apontam, sobretudo para uma mudança de mentalidade sobre o posicionamento dos talentos nesse mercado, uma vez que a possibilidade de crescimento tornou-se prioridade frente aos tradicionais planos de carreira que, por serem pouco flexíveis, inviabilizam o anseio de mudança", complementa a executiva.

Ainda na análise de Celeste, criou-se então uma nova mentalidade, pois mesmo que a mudança não seja o desejo do momento, torna-se aceitável frente a uma proposta melhor. "Longe de parecer uma visão oportunista, essa dinâmica e mentalidade dizem respeito a características da geração Y, pois justamente esperam maior flexibilidade no quesito desenvolvimento profissional. Essa transformação torna explicável a quantidade de profissionais que mudaram de emprego, bem como apresentam o desejo de mudar. As empresas precisam adaptar suas políticas de benefícios e planos de carreira, como forma de tornar seus planos de retenção mais assertivos", analisa Celeste.

A qualificação profissional foi apontada como um ponto importante para se alcançar a posição desejada. A pesquisa indicou que existe preferência por investimentos em cursos de qualificação e formação complementar ao invés de investimentos em cursos de idiomas. Dos profissionais participantes da pesquisa, 74% investiram em cursos complementares nos últimos dois anos, sendo que apenas 43% investiram em cursos de idioma para o mesmo período.

"Investimentos em cursos de qualificação e especialização se apresentam como uma alternativa à alta competitividade apresentada pelo mercado brasileiro nos últimos cinco anos", comenta Tiago Vianna Martins, diretor de Operações da Boucinhas Consultoria.

Martins afirma ainda que, uma vez que existe um número maior de candidatos interessados em novas posições nesse mercado, a especialização surge como uma solução pontual importante que, muitas vezes, serve como critério de diferenciação para a seleção. "Essa tendência deve se manter para o próximo período de dois anos, principalmente para cursos de curta duração", afirma, esclarecendo ainda que investimentos em cursos de idiomas deveria ser uma preocupação para parte dos candidatos, pois atualmente o nível de domínio e fluência em um ou mais idiomas - apresentado por uma parcela significativa de profissionais brasileiros - está aquém da necessidade apresentada pelas empresas.

Quanto à intenção de realizar investimentos em sua qualificação nos próximos anos, 80% indicaram que pretendem investir com certeza; outros 19% pretendem, porém não possuem certeza.

Quando questionados sobre a importância do domínio de outro idioma para seu crescimento profissional, cerca de 80% indicaram que esse domínio influencia muito em seu desenvolvimento. 16% apontaram que essa influência não é significativa, impactando pouco sua carreira.

Dificuldade

Sobre a principal dificuldade enfrentada pelos participantes na hora de conquistar uma nova posição o principal item indicado é a experiência, apontada por cerca 29%. Este percentual reduziu significativamente em relação à pesquisa anterior, apresentando uma diferença de 19,62% inferior. A formação acadêmica aparece como a segunda principal dificuldade, próxima percentualmente ao domínio de outro idioma, indicadas por 18,10% e 17,51%.

A pesquisa sobre o mercado de trabalho também abordou o tema "planejamento de carreira". 56% dos profissionais entrevistados apontaram que possuem planejamento claro para suas carreiras. Outros 38% apontaram possuir algum planejamento, porém, pouco claro.

Mais da metade (55%) dos entrevistados possuem conhecimento sobre os serviços de Coaching, sendo que 32% gostariam de contratar os serviços de um profissional para ajudá-los a se desenvolverem profissionalmente. Outra parte gostaria de contratar esse serviço, porém não possuem certeza em relação a esta vontade. Cerca de 30% apontaram não possuir interesse nesse tipo de serviço no momento.

Perguntou-se sobre a percepção dos entrevistados em relação à economia brasileira e se esta se encontra aquecida. 69% acreditam que o momento é positivo e a economia se mantém aquecida. Houve um crescimento nessa percepção em relação à pesquisa anterior, totalizando um crescimento de 13 pontos percentuais.

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