5 dicas para falar sobre dinheiro com as crianças
5 dicas para falar sobre dinheiro com as crianças

5 dicas para falar sobre dinheiro com as crianças

"A relação saudável com o dinheiro deve ser estimulada desde cedo para formarmos adultos protagonistas de suas vidas financeiras”

Se você acha que seus filhos são muito pequenos para conversarem sobre dinheiro, não se engane. Quanto mais cedo o tema for tratado de maneira franca, maiores são as chances de que eles desenvolvam uma relação equilibrada com o consumo e com o dinheiro. Mas como? O Como Investir, site da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) sobre investimentos e finanças pessoais, vai te dar uma mãozinha nessa tarefa.

“A relação saudável com o dinheiro deve ser estimulada desde cedo para formarmos adultos protagonistas de suas vidas financeiras”, explica Ana Leoni, superintendente de Educação da ANBIMA.

Confira abaixo as dicas que preparamos para ajudá-lo a falar sobre dinheiro com os pequenos.

1. O exemplo em 1º lugar

Lidar com dinheiro é uma atividade do cotidiano – você talvez nem perceba, mas, mesmo muito pequenas, as crianças observam como essa relação acontece. Já aos dois ou três anos, são capazes de perceber a ação de pagar por uma compra, ainda que não compreendam de onde vem o dinheiro. Por isso, o exemplo dos pais e de outros responsáveis vale tanto. Os hábitos de consumo e de poupança de uma família começam a ser assimilados cedo pelas crianças. Não adianta ensinar uma coisa e, na prática, fazer outra.

“É importante mostrar que o dinheiro não brota e é fruto de esforço do dia a dia do trabalho. Quando seu filho pedir um brinquedo mais caro, mostre a ele que aquele item requer uma economia maior do que uma barra de chocolate, por exemplo. É uma forma dele assimilar o valor do dinheiro”, afirma Ana.

2. Aprendendo no dia a dia

Um erro comum é evitar falar sobre dinheiro com as crianças – isso transforma o assunto em tabu. É claro que não é preciso fornecer detalhes além do que a curiosidade delas deseja saber. Você não precisa, por exemplo, contar a seu filho qual é o seu salário. Mas é possível aproveitar as situações do dia a dia para ensinar sobre dinheiro. Durante um passeio no shopping, dá para discutir porque um mesmo produto pode ser vendido por preços diferentes de uma loja para outra – há variações de marca, de padrão de qualidade, de tipo de material, entre outras. Também vale falar sobre a diferença entre as coisas que “devemos” comprar e aquelas que “desejamos” comprar. Não perca a chance de criar oportunidades para ter esse tipo de conversa.

3. Para começar, o cofrinho

Uma maneira de apresentar conceitos financeiros às crianças é lançar mão do bom e velho cofrinho. Com essa ferramenta simples, dá para explicar sobre o valor das moedas, sobre o que é poupar, sobre como guardar dinheiro aos poucos para conseguir adquirir algo no futuro. Quanto mais palpáveis forem os exemplos, melhor. Que tal propor às crianças que guardem uma moeda por dia para poder comprar um chocolate no fim de semana? Ou que juntem esses trocados durante duas ou três semanas para depois procurar um presente na loja de brinquedos? Essas são atividades viáveis para que já comecem a se familiarizar com os números a partir dos quatro ou cinco anos.

“O cofrinho é uma experiência que mistura a necessidade de disciplina, de se planejar e de poupar para conquistar o que se deseja. É positivo exercitar isso desde cedo até porque traz uma sensação de independência e autonomia para os pequenos”, explica Ana.

4. Depois, a mesada (ou semanada?)

A mesada é um elemento eficaz de educação financeira. Reserve um dia por mês para fazer o “pagamento”. Combine antecipadamente as regras e, então, deixe as crianças decidirem o que fazer com o dinheiro. Isso estimula o amadurecimento emocional e financeiro delas. Se forem muito novas, com 10 anos ou menos, o ideal é a semanada, já que nessa faixa de idade as crianças não têm tanta noção de tempo. Não esqueça, você também, de cumprir as regras combinadas. Se o dinheiro acabar e as crianças quiserem mais, lembre-as da data do próximo pagamento e aproveite para falar sobre a importância de controlar os gastos ao longo do tempo.

Mas quanto dar? Uma sugestão é dar à criança semanalmente um real por ano de idade. Assim, uma garotinha de 8 anos ganharia R$ 8 por semana e um menino de 10 anos ganharia R$ 10 por semana. Com a aproximação da adolescência, quando os programas com os amigos se intensificam, a demanda por dinheiro aumenta e a conta pode ser insuficiente. Cabe, nesse caso, a família conversar sobre os itens que devem ser cobertos com a mesada – lanches? Cinema? Roupas novas? – e elaborar um pequeno orçamento.

“A mesada ou a semanada são acordos entre os pais e os filhos. Se manter fiel a esse acordo é essencial para que a criança assuma a responsabilidade do seu próprio dinheiro e desenvolva consciência financeira. Talvez ela precise de três mesadas para comprar aquilo que deseja, é aí que a importância do autocontrole e do planejamento entram em cena”, fala Ana.

5. Ajude a fazer planos

Se a criança tem mesada, você pode ajudá-la começar a fazer planos. Não é difícil elaborar um pequeno orçamento com as despesas previstas para serem pagas com o dinheiro – e, portanto, também é simples estimar quanto dele será possível poupar. Ajude a criança a pensar no que ela poderia fazer com o dinheiro que conseguir juntar. Pensem juntos em objetivos e calculem quanto tempo de economia será necessário para atingi-los. Compartilhe com ela suas próprias dificuldades para alcançar os objetivos que traça para o seu dinheiro. Isso ajuda a entender que o assunto é sério e os desafios são de todos.

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