10 tendências de marketing digital para 2017
10 tendências de marketing digital para 2017

10 tendências de marketing digital para 2017

No mundo do marketing digital, novas tecnologias que acabam de adquirir o status de “padrão ouro” são substituídas em pouquíssimo tempo por modelos mais aprimorados

Para o polonês Zygmunt Bauman, vivemos tempos em que modelos tradicionais são destruídos. Isso já aconteceu inúmeras vezes na história, mas a diferença agora, segundo o filósofo, é que os novos modelos não são mais “sólidos”. Eles podem mudar rapidamente, de acordo com o que as forças sociais e individuais determinarem. Bauman chama isso de “modernidade líquida”: ideias não são duradouras e eternas, e podem se transformar rapidamente em outro conceito.

No mundo do marketing digital, o cenário não é diferente. Novas tecnologias que acabam de adquirir o status de “padrão ouro” são substituídas em pouquíssimo tempo por modelos mais aprimorados. A mudança é tão rápida que a consultoria Gartner preparou um paper exclusivamente para discutir o assunto, o “2016 Gartner Hype Cycle for Digital Marketing and Advertising”,para ajudar profissionais de marketing a decidir que tecnologias e tendências possuem o maior potencial de impactar a jornada do consumidor.

A seguir, vamos analisar algumas das tendências que deverão conduzir os esforços do marketing digital em 2017:

1. Análise preditiva

Em linhas gerais, trata-se do uso de dados, algoritmos estatísticos e técnicas de machine learning para identificar a probabilidade de um indivíduo realizar uma conversão. Esse estudo é realizado pelo uso de ferramentas de big data analytics e padrões de comportamento, para antecipar os movimentos de prospectos e consumidores.

2. Advocate marketing

Conquiste os consumidores e eles farão a defesa da sua marca – com impactos altamente positivos sobre taxas de conversão, receita e ROI. Este é o advocate marketing, conceito estreitamente ligado à jornada do consumidor e à customer experience. Proporcione uma experiência inesquecível ao seu cliente e ele espalhará a palavra, seja em ambientes on ou offline. Mas também faz parte do advocate marketing encorajar a clientela a falar bem de sua marca. Afinal de contas, se a experiência foi prazerosa, que tal pedir um testemunho para o seu site ou rede social?

3. Geolocalização

O uso de dados de geolocalização do consumidor está se tornando o novo normal do marketing digital. Um dos motivos é a rápida popularização dos smartphones, o que também acontece no Brasil. Desse modo, com o número cada vez maior de usuários, a geolocalização possui um incrível potencial em termos de volume de criação de perfis de usuários, construídos a partir do registro de deslocamento, locais que visitam e quanto tempo passam neles. Uma vez que o objetivo do profissional de marketing é conhecer seu consumidor, esses dados são extremamente valiosos para as empresas delinearem suas estratégias de marketing.

4. Native advertising

Por volta de 2021, de acordo com dados do Business Insider, 74% de toda a publicidade online nos Estados Unidos seguirão o formato de Native Ad. Ou seja, é bastante provável que em 2017 vejamos um considerável aumento do volume de publicidade nativa, em diversos meios e formatos. Um dos motivos é o estrondoso aumento de uso de ad blockers, que tem influenciado o faturamento proveniente de anúncios. Além disso, a publicidade nativa não é interrompida como os banners e pop-ups de mídia paga tradicional e possui volume de impressões e custo por cliques mais em conta do que as mídias convencionais.

5. Atribuição multitoque

Não é apenas o “último clique” do consumidor que determina uma conversão e os passos pela jornada do consumidor. Há muitos “toques” responsáveis por isso, e saber quais deles são importantes e como eles se encaixam é a base da multi-touch attribution (MTA), um modelo que dá peso a cada input individual. Este modelo ainda estava em uma fase bastante inicial até bem pouco tempo, mas agora está claro que a marca que não investir nesse sistema irá perder dinheiro.

6. Data driven marketing

O marketing guiado por dados nada mais é do que colocar a pessoa no centro da estratégia de markerting de uma marca. Ao conhecer os gostos e comportamentos de uma pessoa, é possível criar jornadas do consumidor hiperpersonalizadas. E para que isso aconteça, o profissional de marketing deve ter acesso a dados provenientes de mídias sociais, navegação e de compras offline. O data driven markerting é a base do machine learning e do marketing preditivo.

7. Voice of customer (VoC)

Este processo envolve as expectativas, gostos e aversões do consumidor, e organiza as necessidades e desejos do indivíduo em uma escala hierárquica. Isso se dá pela combinação de tecnologias associadas com a captura, armazenamento e análise do feedback dos consumidores, seja ele direto, indireto ou inferido. Essas tecnologias incluem o monitoramento de mídias sociais, speech e web analytics e mineração de texto. Os insights resultantes dessa análise cruzada são usados para disseminar informação relevante para o consumidor pelos canais e momentos que tenham maior probabilidade de causar impacto.

8. Criativo dinâmico

Permite que os anunciantes veiculem conteúdo do anúncio relevante para os visualizadores a cada impressão. Além disso, esse sistema torna possível trocar facilmente o texto da ordem de ação, URLs de saída e imagens, tanto manual quanto programaticamente, com base na segmentação estipulada pelo profissional de marketing.

9. Atribuição cross device

Em um estudo do eMarketer feito nos Estados Unidos, 70% dos profissionais de marketing entrevistados afirmaram que o marketing cross device seria o tema que mais atrairia sua atenção em 2016. A pesquisa também confirmou que há enorme demanda por esse tipo de atribuição, mas que as empresas ainda estão incorporando essa tecnologia.

10. Ad blocking

O ad blocking continuará a ser um assunto de extrema relevância nos próximos anos. De acordo com um estudo do eMarketer, o número de norte-americanos que usam ad blockers aumentou 34,4% em relação a 2015 – e deverá crescer outros 24% em 2017.

Guilherme Mamede é vice-presidente de novos negócios da Predicta

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