Work Hard, Play Hard
Work Hard, Play Hard

Work Hard, Play Hard

Permitir-se ter bons momentos de diversão mostra para a sua mente que trabalhar pesado tem boas recompensas. Você pode e deve estimular isso

Certamente você já ouviu alguma vez essa música, mesmo que não seja um grande amante do estilo. Ela virou um daqueles clássicos que todo mundo conhece e é muito usada até em aberturas de eventos esportivos, para agitar escritórios e fóruns de conhecimento.

Eu não sei se você conhece a letra e, sinceramente, não vale a pena gastar nem um segundo para ir lá conferir do que se trata. Porém, essa frase, que é o próprio título da música, despertou em milhões de pessoas um sentido de equilíbrio que estava faltando... Trabalhar e também se divertir bastante.

As primeiras adotantes foram as startups. Claro que com o espírito mais voltado a inovação e riscos, a ideia de trabalhar muito e precisar dar uma liberada na mente foi a prerrogativa para adotar esse estilo na sua cultura. Porém, as empresas mais antigas também começaram a perceber a importância disso, e passaram a se importar com essa questão.

Convenhamos, precisamos dos dois. No entanto, tem sido muito comum ficarmos em uma gangorra, entre trabalhar muito pesado e só fazer isso, assim como se divertir muito pesado, e também focar apenas nisso.

Aprendi muito disso na Zappos, em Las Vegas, onde as brincadeiras eram altamente estimuladas durante o trabalho para que as pessoas dispersassem um pouco a mente, interagissem com os colegas e ainda estimulassem a criatividade. Porém, você pode se perguntar: "Mas aquilo virou um parque de diversão?”.

Sinceramente, não. Quando as pessoas sabem quais são as suas responsabilidades, acreditam nisso e têm o que precisam para realizar seu trabalho, fazer algumas brincadeiras apenas gera um bom descanso, mas o senso de propósito permanece e elas não vão apenas ficar se divertindo. Em resumo, os objetivos são alcançados de uma maneira agradável.

Isso levamos para a nossa vida também: permitir-se ter bons momentos de diversão mostra para a sua mente que trabalhar pesado tem boas recompensas. Você pode e deve estimular isso.

A ideia é não deixar apenas os dois para você fazer quando der vontade, mas manter um ritmo pesado em ambos. Imagine ser intenso enquanto trabalha, para depois também ser intenso enquanto se diverte.

O final de 2015 foi quase insano, eu praticamente me matei de tanto trabalhar, era um projeto ousado, mas nessa linha resolvi pensar: “Ora, fiz o que deveria fazer e dei o máximo de mim. Agora também mereço me divertir na mesma intensidade”. Assim, resolvi fazer uma viagem com meu melhor amigo e ir para o carnaval de Ouro Preto... Imagine, depois de tanto ralar, poder ir lá na famosa rua direita, me divertir no camarote da República Tabu, ir à tarde ver shows que adoro com uma galera agitando no bloco Cabrobró, Chapado e Praia... A questão aqui é... puxa, o cérebro aceita a ideia de trabalhar pesado e se divertir pesado, é um merecimento.

Sem essa viagem, como ficaria minha mente sabendo que ralei tanto e depois mal fiz algo verdadeiramente divertido? Ora, é justo para ela ter concluído os objetivos e poder ir a um dos eventos mais famosos do Brasil em blocos e repúblicas reconhecidas.

O que aprendi nessa rotina agitada é que o trabalho por si só faz bem à pessoa por fazê-la se sentir útil, ficamos estranhos sem termos nada para fazer que contribua (a grande maioria, né?), porém não pode ser só isso.

Da mesma forma que apenas pensando em se divertir, chega um momento em que o cérebro cansa, qualquer prazer quando em excesso vira rotina e para de ser tão bom. Portanto, a ideia do trabalho, de sentir que faz algo importante para o mundo e dar esse alívio para buscar a recompensa novamente é tão importante. E como o cérebro tende a marcar aquilo que emociona, nada melhor que ser intenso em ambos e assim, literalmente, viver.

Portanto, espero que esse ano você trabalhe muito, mas também se divirta tanto quanto.

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