Você vive em qual tempo? Presente, passado ou futuro?

O corpo está aqui e agora, mas, a mente divaga ora mais para o passado ora mais para o futuro. Com que frequência você consegue de fato viver, aprender e usufruir do presente?

Teoricamente todos nós vivemos no tempo presente, no dia de hoje, mas na prática quantos de nós temos a cabeça e as ações de fato voltadas para o presente?

O corpo está aqui e agora, mas, a mente divaga ora mais para o passado ora mais para o futuro. Com que frequência você consegue de fato viver, aprender e usufruir do presente?

Somos todos diferentes. Uns mais apegados ao passado e ao que vivemos anteriormente, com pitadas de nostalgia ou pinceladas de tristeza, depressão e outros efeitos colaterais deste comportamento. E outros mais ansiosos pelo futuro, por acontecimentos que nem sabemos se realmente virão.

Para saber o futuro, temos tarólogas, cartomantes, jogadores de búzios entre outros. Mas nada é certo, nada é garantido e mesmo assim buscamos alternativas para acalmar as nossas dúvidas, anseios e aspirações.

Sobre o passado, temos as lembranças que nos acompanham, as fotografias, as histórias dos mais velhos e até a possibilidade de fazer uma regressão. Mas, normalmente são os pensamentos que nos prendem há outros tempos.

Por termos tanta dificuldade de viver bem o hoje, e sermos gratos pelo que temos, nos tornamos em geral pessoas insatisfeitas, dominadas por lembranças ou por expectativas sobre o futuro.

Estamos em um tempo em que ser já não vale tanto, mas ter é essencial, então sempre queremos um pouco mais de algo ou aquilo que ainda não temos. Mais dinheiro, poder, status, bens, roupas, outro emprego, um cargo mais alto e assim por diante.

Ao se apresentar para alguém você diz seu nome, mas o outro quer saber o sobrenome e o que você faz, para poder processar e analisar se você é importante. Importante para quem e por quê? Depois, vem o status pessoal também criado pela expectativa e ansiedade própria e pela dos outros. Não namora? E, quando vão se casar? Mas, não querem ter filhos? Não pretendem dar um irmão para o seu filho? Divorciaram como e por quê?

Ao ouvir conselhos e depoimentos de pessoas mais velhas, de pessoas que ficaram entre a vida e a morte ou que estão doentes, quase sempre ouvimos os mesmos relatos. Elas gostariam de voltar no tempo e se arrependem por não ter vivido de maneira mais simples, ou de ter dedicado mais tempo a sua família, a namorada, ao marido, aos seus animais de estimação. Todos dizem que gostariam de ter mais tempo ou de poder voltar no tempo.

Brigar menos, sorrir mais. Criticar menos, amar mais. Ter menos, ser mais. Julgar menos, viver mais. Bens a menos, experiências a mais. Medo de menos, coragem de mais. Falar menos, fazer mais. Fugir menos, assumir mais. Reclamar menos, agradecer mais. Televisão menos, ler mais. Egoísmo de menos, compartilhar mais. Se arrepender menos, fazer mais. Exigir menos, presentear mais.

O que temos é o hoje, para sermos e vivermos. Carpe diem. Somente por hoje vamos ser e fazer o melhor que pudermos por nós e pelos outros que fazem parte de nossas vidas.

“Nunca deixe que a saudade do passado e o medo do futuro estraguem a beleza de hoje, pois há dias que valem um momento e há momentos que valem por uma vida toda.”

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